Os três advogados presos durante a Operação Xeque-Mate que estão detidos no Presídio Federal de Campo Grande (MS) desde o último dia 4 foram transferidos na segunda (11) para as celas da Delegacia Especial de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), na mesma localidade.

Hélio Ferreira Júnior, Adriano Jurado e Márcio Dutra foram beneficiados pela decisão do juiz da Vara de Execuções Penais, Francisco Gerardo de Souza, que atendeu ao pedido da seccional estadual da Ordem dos Advogados do Brasil. A instituição exigia que, em cumprimento da lei, os profissionais ficassem em celas especiais.

Em notícia divulgada no site da entidade, o presidente da OAB-MS, Fábio Trad, afirma que a decisão foi uma "vitória da advocacia, sobretudo das prerrogativas dos profissionais".

Sete advogados foram presos durante a Operação Xeque-Mate, montada para desmontar um esquema de tráfico de drogas, corrupção e jogos ilegais.

A prisão temporária de um dos advogados, Antônio Trindade Neto, não foi prorrogada e ele acabou solto na noite da última sexta-feira (8). Na ocasião, outros três profissionais foram transferidos para três salas do quartel do Corpo de Bombeiros.

A OAB-MS estuda ingressar na Justiça contra o governo do estado devido à falta de prisões especiais para os sete profissionais presos durante a operação policial. Para Fábio Trad, a PF teve oito meses para preparar sua operação e deveria ter verificado se teria logística suficiente para cumprir a lei e oferecer cela especial para quem tem curso superior.

"Cela especial, além de estar prevista em lei, tanto no Estatuto da OAB quanto no Código de Processo Penal, é para dar dignidade ao preso provisório", disse o presidente da OAB-MS.