Presidente Prudente – A União Democrática Ruralista (UDR) e a Comissão Fundiária da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp) vão pedir ao governador Geraldo Alckmin (PSDB) uma ação rápida para evitar conflitos no Pontal do Paranapanema. Segundo o presidente da UDR Luiz Antonio Nabhan Garcia, na nova onda de invasões os militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST) e do Movimento dos Agricultores Sem-Terra (Mast) estão acampando muito perto das casas-sede, numa atitude provocativa.

“O risco de confronto é iminente e pode acontecer uma tragédia.” Segundo o ruralista, a região foi transformada em um território sem lei. “A Justiça manda sair, eles saem, mas invadem de novo e não há como evitar. É um deboche que atinge a imagem do governo.” O pedido de audiência deve ser encaminhado hoje. De acordo com o integrante da comissão fundiária, Almir Soriano, nas áreas invadidas há risco de reação. “Temos pedido aos produtores que não entrem no jogo do MST e não façam violência também, mas não temos mais voz para isso.” Para Soriano, a situação está fora de controle. “Que produtor tem cabeça para trabalhar sabendo que sua propriedade pode ser invadida uma, duas, quantas vezes eles quiserem?”

Das 10 áreas ocupadas pelo MST na região, duas foram invadidas duas vezes: a fazenda Tupiconã, em Presidente Epitácio e a Nazaré, em Marabá Paulista. A Justiça deu hoje prazo de 48 horas para que os sem-terra saiam da Tupiconã, reocupada na sexta-feira. O advogado da Nazaré, Joaquim Botti, também entrou com pedido de reintegração. A proprietária da São Camilo, Mércia Cristina Lopes, deve entrar com o pedido nesta terça-feira. A fazenda, localizada em Presidente Venceslau, foi invadida domingo.

Os proprietários das fazendas Três Sinos e Santa Rosa, em Caiuá, e São Luiz, em Presidente Venceslau, invadidas pelo Mast, também obtiveram mandados de reintegração.