O Ministério do Trabalho divulgou hoje uma nota negando a existência de trabalho escravo na fazenda da líder do PFL na Câmara, Inocêncio Oliveira (PE). A informação foi publicada pela revista ?Veja? desta semana.  Ao se defender num comunicado distribuído pelo gabinete, Oliveira afirma que é vítima de represália por causa do apoio ao candidato da Frente Trabalhista a presidente, Ciro Gomes (PPS-PDT-PTB).

Segundo ele, ?as mesmas lamentáveis e falsas ilações? teriam sido divulgadas e desmentidas em março. Oliveira rebate os fatos relacionados na reportagem, entre os quais, o que diz ser a propriedade atendida pelo empreiteiro conhecido por ?Magro Velho?.

O ex-ministro do Trabalho Francisco Dornelles, também numa comunicação, nega a informação e diz estranhar o fato de o Ministério Público do Trabalho ter se manifestado sobre a fiscalização na fazenda semanas após ter requisitado o processo.

Em três parágrafos, o comunicado de hoje do Ministério do Trabalho confirma que realizou fiscalização na propriedade, mas que disso resultou o pagamento das indenizações devidas aos trabalhadores. Diz ainda que, ?em todo o processo fiscalizatório, resguardou o direito de ampla defesa e a não-divulgação de informações referentes a processos de natureza fiscal inconclusos?.

?Veja? afirma que teve acesso ao parecer final da investigação, ?que não deixa margem à dúvida quanto à escravidão de mão-de-obra?.  Cita ainda que, nos três primeiros meses deste ano, ?a fazenda de Inocêncio manteve 58 trabalhadores em situação que se enquadra no que, tecnicamente, é definido como escravidão de mão-de-obra?. O procurador-geral do Trabalho, Guilherme Mastrich Basso, é citado como fonte das informações.