Brasília – Os líderes dos partidos na Câmara dos Deputados e no Senado estão buscando firmar um acordo para fechar um texto comum com sustentação política para aprovar na Câmara a chamada PEC Paralela da Previdência, que altera pontos da reforma principal aprovada no Congresso no ano passado.

Durante reunião na casa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), os líderes acordaram com o relator da matéria, deputado José Pimentel (PT-CE), que será desvinculado o salário dos deputados estaduais do salário de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Com a mudança, os salários desses parlamentares continuará vinculado ao salário dos deputados federais em 75%. Ou seja, não haverá um teto único, uma vez que o salário dos governadores, caso seja realmente fechado acordo, ficará vinculado a de ministro do STF.

Segundo o relator, se o salário de deputados estaduais ficasse vinculado a de ministro do Supremo, haveria um aumento médio salarial de 85% nas 26 assembléias legislativas e na assembléia do Distrito Federal. Na prática, um deputado estadual passaria a ganhar R$ 17.225, o que, praticamente, dobra o salário atual de R$ 9,6 mil.