O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), candidato à reeleição, evitou criticar a proposta do presidente Lula de convocar uma Assembléia Nacional Constituinte específica para fazer a reforma política. "Não fecho porta para nenhuma alternativa às reformas, o que é fundamental é que elas ocorram" disse. Ele ressaltou, porém, que "quando o governo se dispõe a construir maiorias, essas maiorias ocorrem, como já vimos no passado". A capacidade de liderança, de acordo com ele, vai depender do governo eleito.

Sua expectativa é de que o próprio Congresso seja o fórum adequado não apenas para a reforma política, como também para a conclusão da reforma previdenciária, que não avançou "por um recuo do PT", como disse. "Vamos examinar no futuro qual o mecanismo que dará mais efetividade e agilidade às votações", afirmou.

O governador deu as declarações na capital mineira, onde acompanhou o candidato do PSDB ao Planalto, Geraldo Alckmin. O presidenciável, por sua vez, enfatizou que a convocação de uma constituinte é resultado de um grande mudança política do país, a exemplo das demais, convocadas após a independência, a proclamação da república, o Estado Novo ou o governo militar. "Não vejo razão para fazer uma outra assembléia. Muitas coisas não dependem de lei, (para isso) é só mudar a constituição", defendeu.