Eles têm mais de 20 anos de história, mas desde 2017 passaram a percorrer o Brasil com uma formação diferente. Com a saída do então vocalista Bruno Diegues, Gui Albuquerque não só simplesmente assumiu os vocais da banda, mas também trouxe uma energia diferente para o grupo, que hoje diz se sentir até mais leve para seguir e buscar cada vez mais por manter o pagode em destaque. Estamos falando do Jeito Moleque, que esteve em Curitiba na semana passada e praticamente estreou por aqui a nova turnê, do DVD Amo Noronha, lançado neste ano.

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Assista à entrevista concedida pela banda no dia 10 de outubro, antes do show em Curitiba: 

À Tribuna do Paraná, Gui Albuquerque contou que sempre foi fã da banda e que conheceu o grupo a partir de seu irmão, que o levou ao primeiro show quando ainda era adolescente. “A história do Jeito Moleque guiou minha adolescência mesmo. Brinco que estava na quinta série quando ouvia a banda, então além de uma responsabilidade muito grande, estar à frente dos vocais é também um resgate da memória emotiva do que vivi na adolescência, do que aprendi sobre música, enfim, uma honra muito grande”.

Felipe Saab, violão e banjo, comentou que a escolha de Gui se deu justamente pela relação com a banda. “Ele veio até nós porque já tinha uma identidade com a gente, tanto de gosto musical como também da onda de estar em alguns shows na nossa careira. Fizemos um ensaio com três cantores diferentes, mas quando o Gui chegou, mostrou que era ele, era para ser o novo rosto do Jeito Moleque”.

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O músico, que está no grupo desde o começo, disse que a aceitação dos integrantes foi imediata, mas ver o carinho dos fãs é o que mais funcionou positivamente na decisão. “A aceitação que o Gui vem tendo pelo público foi muito grande. As pessoas resolveram que ele tem realmente a cara da banda e a energia que ele traz para o palco é muito boa. O Jeito Moleque sempre foi uma estrela de cinco pontas e uma dessas pontas acendeu com o Gui de uma forma muito uniforme. Não tinha como não levar isso à frente, voltar a fazer os shows, colocar essa nossa energia para fora e estarmos felizes da vida com esse novo rapaz”.

Para deixar ainda mais marcado o momento da banda, que tem seguido um bom ritmo de shows Brasil afora e até com turnês internacionais (já foram duas nesse período e estão indo para a terceira), o grupo gravou o novo DVD, em Fernando de Noronha. “Como foi o primeiro trabalho audiovisual que o Gui gravou com a gente, resolvemos que tinha que ser uma identificação forte com o nosso íntimo, da forma mais simples que pudéssemos para transmitir o som. Dentro disso estava a simplicidade de Noronha, de estarmos em meio à natureza, entre amigos. Trouxe a gente bem para o centro novamente, de uma forma bem singular para podermos expandir esse trabalho. É um projeto que nos permite ser simples e que faz com que a galera se sinta mais perto da gente possível”, avaliou Felipe Saab.

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O pagode, que já enfrentou crises e ondas bem negativas, hoje em dia segue também um bom momento e para o Jeito Moleque isso é sentido diretamente. “É meio cíclico o momento. O pagode esteve numa onda por baixo, vem renascendo com nomes encabeçando e a gente sente que, nesses 20 anos, a gente continua solidificado. Com o Gui, acreditamos que vem numa crescente, mas com calma, sem grandes pretensões de chegar tão rápido lá em cima, mas com a nossa música de verdade, a energia positiva, esse cíclico vai voltar a estar lá em cima assim como o sertanejo geograficamente é maior”.

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