O presidente do Athletico, Luiz Sallim Emed, continua suspenso. Em sessão do Tribunal de Justiça Desportiva do Paraná na noite de quinta-feira (14) – quase no mesmo horário do jogo do Furacão diante do Jorge Wilstermann pela Copa Libertadores -, o dirigente teve confirmada a punição de 360 dias por não cumprir a decisão de ceder espaço para a torcida do Coritiba no clássico válido pela Taça Barcímio Sicupira. A crise da “torcida humana” ainda não terminou, pois o Furacão pode recorrer ao STJD.

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Dias antes do Atletiba, o Coritiba fez um pedido formal de ingressos ao Athletico. Em resposta assinada pelo vice-presidente Márcio Lara, o Rubro-Negro informou que não cederia nem ingressos nem um espaço na Arena da Baixada por conta do projeto de “torcida humana”, criado em parceria com o Ministério Público. O Coxa foi à Justiça e conseguiu uma liminar, assinada pelo presidente do TJD, Adelson Batista de Souza, que obrigava o Furacão a ceder espaço para a torcida visitante.

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Chegou-se até a especular a não realização do clássico, por conta da decisão do Athletico em não cumprir a ordem do tribunal – na verdade, a diretoria atleticana sequer se manifestou sobre o assunto. Mas o jogo aconteceu, apenas com a torcida da casa, e o caso foi parar no TJD. O julgamento da última quinta era já dos recursos do clube e da Procuradoria, que não aceitaram as decisões da comissão disciplinar.

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Por maioria de votos dos auditores, a suspensão de Luiz Sallim Emed foi mantida em 360 dias – o relator do caso pediu a redução pela metade, e o presidente do TJD ainda queria multa de R$ 40 mil, além do gancho. Com a decisão, o presidente do Athletico não pode tomar nenhuma decisão em nome do clube. Na prática, pouco muda, pois Mário Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo, é quem dita os rumos do Furacão, e seu principal escudeiro é o vice Márcio Lara, hoje o responsável pelo futebol.

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Se a punição de Sallim se manteve em um ano, o clube teve reduzida a multa por conta dos acontecimentos. A decisão do TJD fixou o valor em R$ 100 mil – novamente o presidente Adelson Batista de Souza foi voto vencido, pois pedia multa de R$ 400 mil. Apesar das punições, o projeto de “torcida humana” persiste na Arena da Baixada, e nenhum clube visitante pode ter espaço para seus torcedores no Paranaense. Na Libertadores, a Conmebol exige em regulamento que 10% das entradas seja destinada ao adversário. Assim, até quatro mil torcedores do Boca Juniors deverão estar no Joaquim Américo na partida do dia 2 de abril, a mais esperada da temporada até agora.

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