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De Letra

Teixeira pode continuar na CBF até a Copa de 2014

  • Por Agência Estado

Aos admiradores do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, uma boa notícia. Aos seus críticos mais contumazes, um alerta. Nos bastidores da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), em Assunção, a permanência do cartola à frente da entidade máxima do futebol nacional é dada como certa. Pelo menos até a Copa do Mundo de 2014.

Na solenidade de segunda-feira, quando o presidente da Conmebol, Nicolas Leóz, anunciou que, por unanimidade, os representantes dos 10 países que integram a confederação aclamaram o Brasil como sede daqui 11 anos (falta a homologação da Fifa, que só deve ocorrer em 2008), uma questão ficou no ar. Ao ser indagado se, depois de ter trabalhado para levar o evento ao Brasil, também estaria comandando sua realização, Teixeira deu a dica. “Isso, o futuro, a Deus pertence!” declarou, com um sorriso denunciante.

Porém, entre os participantes do encontro, o que na boca do presidente da CBF parece impreciso, ganhava claros sinais de definitivo. A principal pergunta que muitos faziam ao comentar o assunto era: Você acha que depois de passar por tudo que ele (Teixeira) passou com as CPIs (da CBF/Nike na Câmara e do Futebol no Senado) e de ter se esforçado como se esforçou para fazer do Brasil a sede ele vai sair justo no momento de fazer a Copa? A resposta é não! Teixeira, segundo a cartolagem sul-americana, vai ficar na CBF, seja como presidente ou não, até o mundial no Brasil.

Diplomacia

Habilidade para conversar e, sobretudo, convencer, foi a principal estratégia que os brasileiros e parte da cúpula da Conmebol que defendia o País como sede em 2014 utilizou para concretizar o projeto. O maior obstáculo era o bloco que reunia cinco países (Argentina, Bolívia, Equador, Colômbia e Venezuela). Esses buscavam trabalhar em conjunto a fim de viabilizar a competição em dois deles, como foi feito em 2002 na Coréia do Sul e no Japão. A opção inicial que chegou a ser cogitada envolvia Chile e Equador.

Aliás, os equatorianos são apontados hoje como a grande “pedra no sapato” durante os encontros de dirigentes. “Depois que conseguiram a classificação para o Mundial da Ásia, ninguém agüenta mais esses caras”, comentou um dirigente que participou das negociações.

Copa Sul-Americana

Vinte e quatro horas depois de lançada, a Copa Sul-Americana, que começa em julho, já deve sofrer mudanças.

Como a primeira fase será disputada em âmbito nacional, com os clubes do mesmo país se enfrentando em triangulares, a proposta que começou a ser estudada ontem prevê uma agenda dirigida. Tudo para evitar que o terceiro jogo da chave se torne um amistoso.

É simples. Por exemplo: os 12 times brasileiros estão divididos em quatro grupos de três e apenas o primeiro colocado avança.

Propõe-se, portanto, que a equipe vencedora na primeira rodada volte a jogar apenas na terceira. Pois se ganhar as duas, o terceiro jogo não terá nenhuma validade.

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