O time semiprofissional da Nova Zelândia quase conseguiu brecar o atual campeão da Libertadores nesta quarta-feira. O San Lorenzo suou, teve muito trabalho diante do Auckland City e precisou de 120 minutos, mas no fim prevaleceu sua maior qualidade técnica. Os argentinos venceram por 2 a 1 na prorrogação, em Marrakesh, e vão decidir o Mundial de Clubes diante do Real Madrid.

O resultado garantiu o San Lorenzo na final, mas mostrou que o atual campeão da América precisará melhorar muito se não quiser ser atropelado na decisão. Sem criatividade, os argentinos tiveram poucos bons momentos e levaram à loucura a torcida que compareceu em peso ao Marrocos, os empurrou e promete fazer ainda mais barulho na decisão de sábado, às 17h30 (de Brasília).

Por outro lado, o Auckland City pode deixar a competição orgulhoso de ter ido muito além do esperado. Em sua sexta participação no Mundial, passou por Moghreb Tétouan e ES Sétif, alcançando sua melhor campanha. Mas antes de voltar para a Nova Zelândia, a equipe decidirá o terceiro lugar diante do Cruz Azul também no sábado, mas às 14h30 (de Brasília).

O San Lorenzo não teve facilidade para trocar passes nesta quarta-feira e desde o início sofreu com a forte marcação adversária. Os melhores momentos saiam em jogadas de bola parada, como aos 20, quando Ortigoza arriscou direto e parou no goleiro Williams, e aos 30, quando Barrientos mandou por cima.

O Auckland, por sua vez, se limitava a defender, colocava os 11 jogadores atrás da linha da bola e dificultava a vida do adversário, que também mostrava fragilidade técnica. Quando tentou sair para o jogo, o time neozelandês quase sofreu o primeiro. Cauteruccio recebeu na área e bateu cruzado, mas Williams fez grande defesa.

Quando parecia que o primeiro tempo terminaria empatado, o San Lorenzo chegou ao gol em uma das poucas vezes em que conseguiu tocar a bola. Em rápida movimentação, Buffarini encontrou Verón, que tocou na passagem para Mas. O lateral foi à linha de fundo e cruzou forte, para trás. Barrientos, principal jogador da etapa inicial, dominou e encheu o pé de esquerda.

O segundo tempo seguiu com o mesmo cenário, mas o San Lorenzo, com a vantagem, já não insistia tanto. Com menos posse de bola, os argentinos chamaram o Auckland para o campo de ataque, e os neozelandeses marcaram na primeira vez que chegaram com perigo. Aos 22 minutos, Tade deu boa enfiada de bola para De Vries, que foi para a dividida com o goleiro Torrico. A bola só desviou no meia e sobrou para Berlanga, que finalizou mesmo com pouco ângulo e empatou.

O gol imediatamente mudou a postura do San Lorenzo, que foi para cima. A entrada de Romagnoli deixou a equipe mais aguda e a mudança de postura quase teve resultado aos 30 minutos, quando Cauteruccio recebeu na meia-lua, deu chapéu no zagueiro e bateu de primeira, na trave. Mas a resposta do Auckland quase foi fatal. Em contra-ataque, Tade recebeu sozinho e, de frente para Torrico, pegou muito mal na bola.

A pressão argentina persistiu até o apito final, mas sem grandes chances. O jogo foi para a prorrogação e aí o San Lorenzo precisou de apenas dois minutos para marcar. Romagnoli lançou para a área, Matos tocou para o meio e Barrientos dominou mal. A sobra ficou com o próprio Matos, que encheu o pé de esquerda e fez o segundo.

Foi a vez, então, do Auckland precisar se expor e o San Lorenzo ter o contra-ataque. Em um deles, Cauteruccio encheu o pé em cima de Williams. Na segunda etapa da prorrogação, os neozelandeses passaram a abusar da bola aérea. Aos sete, a sobra de uma falta batida para a área ficou com Payne, que acertou a trave. Foi o último suspiro de uma equipe exausta em campo.