Um clássico Paratiba com sentimentos diferentes. De um lado, uma grande festa da torcida do Paraná Clube, que comemorou a vitória sobre o Coritiba por 2×0, na tarde deste sábado (5), na Vila Capanema. Do outro, mais um capítulo negativo para o futebol paranaense com uma confusão generalizada entre torcedores alviverdes, que deixou pessoas inocentes feridas e o duelo paralisado por quase meia hora.

No último clássico da temporada, alguns incidentes foram registrados por Curitiba. Briga entre as torcidas aconteceram na região da Rodoviária e no Terminal do Capão da Imbuia. Dentro da Vila Capanema, que não ficou lotada, mas voltou a receber um bom público, as duas torcidas fizeram as suas festas. Cada uma a seu modo e com suas provocações. Aquelas normais de todo confronto entre rivais que se preze. Teve até o mascote paranista, a Gralha Azul, com um caixão verde e branco passando em frente ao setor visitante do estádio.

Tudo ia bem. Em campo, o Tricolor foi letal, fez dois gols em 13 minutos e encaminhou sua vitória no duelo. O torcedor paranista dava um show nas arquibancadas. Time e torcida jogavam juntos, pois sabiam da importância de conseguir uma vitória para seguir na briga para conseguir o acesso à primeira divisão.

Até que a torcida do Coritiba, a partir dos 35 minutos, começou a brigar entre si. Uma confusão generalizada foi formada. Quando interviu, a Polícia Militar precisou utilizar uma força maior, com gás de pimenta, para dispersar os brigões. Teve empurra-empurra e alguns coxa-brancas se feriram. A ambulância precisou sair do estádio para atender os feridos e, por isso, o clássico ficou paralisado, ao todo, por 18 minutos.

Em campo, clássico também teve entradas duras, Foto: Hedeson Alves
Em campo, clássico também teve entradas duras, Foto: Hedeson Alves

O fato lamentável envolvendo a torcida do Alviverde deixou em alguns momentos o jogo em si em segundo plano. As atenções dos jogadores e comissão técnica passaram para as arquibancadas. Mesmo com a intervenção da Polícia Militar, alguns torcedores do Coxa seguiram provocando e tentando bater de frente. No saldo da confusão, três pessoas com intoxicação, um com trauma na cabeça e outro com trauma na coluna.

Com os ânimos mais calmos, as duas torcidas voltaram a incentivar seus times nas arquibancadas. O Paraná praticamente não atacou no segundo tempo. O Coritiba, com dificuldades, até criou algumas chances, mas prevaleceu a disposição do Tricolor para marcar o rival. Tal disposição que incendiou os paranistas durante toda a partida.

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Teve, então, até um show de luzes com os celulares dos pouco mais de 11 mil tricolores presentes no clássico. Mesmo sem o Paraná ter dado um chute sequer no segundo tempo, o torcedor jogou junto. Sofreu com o time e saiu da Vila Capanema comemorando a vitória importante contra rival. Jejum finalizado depois de quase três meses sem vencer em casa e que recoloca o Tricolor de novo na briga pelo acesso.

Técnico Matheus Costa chegou a tirar foto com o torcedor do Tricolor após o jogo. Clima era todo de festa. Foto: Albari Rosa
Técnico Matheus Costa chegou a tirar foto com o torcedor do Tricolor após o jogo. Clima era todo de festa. Foto: Albari Rosa

Até por isso, ao apito final, uma cena muito vista em 2017. Todos os jogadores foram comemorar a vitória com a torcida, na Curva Norte, onde fica localizada a organizada Fúria Independente. O meia Fernando Neto até usou a roupa da Gralha e fechou com chave de ouro a grande vitória no Paratiba.

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