Paulo Campos quer mais uma intertemporada.

Tranqüilidade, só dentro das quatro linhas – e quando o gramado permite. As primeiras turbulências já atingem o Paraná Clube quando o assunto é planejamento. O técnico Paulo Campos insiste na realização de nova intertemporada entre os dias 31 de maio e 11 de junho, aproveitando a paralisação do Campeonato Brasileiro. Na sua avaliação, quem souber administrar melhor este período sairá em vantagem na maratona de jogos programados para os meses de julho e agosto. A diretoria tenta viabilizar nova “excursão” para o interior paulista, mas esbarra num orçamento extremamente enxuto.

A intenção de Paulo Campos é seguir de Campinas, onde o Paraná enfrenta o Guarani, dia 30 de maio, para esta intertemporada. “Precisamos deste tempo para fecharmos o grupo em um local isolado, mas com infra-estrutura para treinamentos”, comentou o treinador. “O ideal é sairmos de Curitiba, para que haja uma concentração total no trabalho, nos treinos.” Campos destaca a importância de um trabalho bem estruturado antes das dificuldades que virão pela frente. “Nos meses seguintes, os treinos serão só regenerativos. Vai ser impossível programar alguma atividade mais forte, pois estaremos em campo, disputando três pontos a cada três ou quatro dias”, ressaltou.

Com um trabalho profissional, acredita num crescimento técnico e tático visando a afirmação do time. A “maratona” de jogos coincide com a virada do primeiro para o segundo turno do Brasileirão. “Quem chegar equilibrado neste momento da competição, tende a brigar pela ponta. Os que balançarem, vão ficar naquela de lutar contra o rebaixamento”, avisou Campos. “Um erro de estratégia, agora, seria o mesmo que sair dos trilhos”, garante. A preocupação de Paulo Campos é agravada pela situação do gramado da Vila Capanema. Com a seqüência de treinos, houve uma deterioração do campo.

“Não podemos parar de treinar. Então, é preciso uma manutenção urgente. Já estamos sentindo um significativo prejuízo técnico ao trabalhar em um gramado ruim, que não permite o toque de bola e expõe os atletas a lesões”, avisou. Sem um centro de treinamentos, o máximo que o Paraná tem conseguido é programar alguns treinos para o Pinheirão. “Pelo menos, o gramado onde jogamos não está tão ruim, mas poderia ser melhor.” Paulo Campos sabe que o Paraná não dispõe de recursos para investimentos nesta área. Por isso, convoca a torcida.

“Pelo menos se tivermos um retorno positivo nas bilheterias do próximo jogo, será possível programar uma intertemporada nos moldes desejados”, disse. “O futebol é o carro chefe do clube. Então, ele deve ter prioridade, pois só trabalhando corretamente vamos conseguir uma campanha expressiva e, consequentemente, retorno financeiro com a presença efetiva do nosso torcedor”, avisou Paulo Campos.