Fabiano, Moisés e Luiz
apresentam medalhas e troféu.

Felizes e realizados, os paratletas Moisés Batista, Fabiano Machado e José Afonso “Caco” Medeiros, retornaram na noite de quarta-feira de Mar del Plata, na Argentina, onde disputaram o II Parapan-Americano onde brilharam na piscina do centro olímpico local.

Dos três, o que mais medalhas ganhou foi Fabiano Machado, que trouxe para sua coleção mais sete (três de ouro, três de prata e um bronze). Moisés trouxe para Curitiba duas de bronze. Enquanto Caco terá que arrumar mais espaço em sua prateleira para cinco (duas de prata e três bronze).

Além deles, quem brilhou no evento intercontinental foi Luiz Algacir. Ele não foi para a Argentina, mas é o único que já tem vaga garantida em Atenas 2004. O mesa-tenista paranaense foi campeão da classe 3, no Parapan-americano disputado em Brasília, mês passado, além de ter recebido o troféu de Melhor das Américas (classes de 1 a 5) e ter chegado ao tricampeonato por equipe. “Já tenho garantido um estágio de seis meses no centro paraolímpico mexicano, que é um dos mais bem estruturados do mundo”, revela Algacir, lembrando porém, que para a viagem falta apenas uma ajuda de custo que lhe garanta a alimentação no período de preparação.

Os outros três, vão passar o fim de ano na expectativa. Embora tenham obtido bons resultados em Mar del Plata, somente em janeiro o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) divulgar a lista da seleção permanente de natação, que vai passar os oito primeiros meses do ano se preparando para os Jogos de Atenas.

E o número de nadadores brasileiros depende do número de vagas que o Comitê Paraolímpico Internacional vai liberar para o Brasil. “Com o aumento de modalidades, as pouco mais de mil vagas que a natação contava em Sydney/2000 foi reduzida para 580 em Atenas. Com isso, cada país deverá ter sua delegação cortada pela metade. Se, por exemplo, abrirem dez vagas para o Brasil, a seleção permanente terá apenas 15. Mas apenas dez vão para Atenas”, revelou Moisés Batista.

Falta apoio

Todos porém, ainda precisam de algo em comum: um patrocinador. Os valores repassados pelo CPB, mesmo para integrantes de seleções permanentes, não são suficientes para dedicação exclusiva.

Neste sentido, Algacir, Moisés e Fabiano, agradecem à SMEL, que através da Lei de Incentivo ao Esporte, de Curitiba, lhes deu subsídios para treinamento durante este ano. Além disso, Algacir recebe material de apoio da Tokleve, enquanto Moisés e Fabiano são patrocinados pela Hammer Head.