Desatenção. A palavra dita tantas vezes depois do jogo de sábado em Caxias do Sul não pode entrar no dicionário do Paraná Clube nesta semana, a mais importante de 2017. A dois dias da decisão com o Atlético-MG pela Copa do Brasil, o Tricolor olha para o que aconteceu na derrota para o Juventude sabendo que não se pode nem pensar em qualquer descuido diante do Galo – mesmo que o time mineiro venha de um tropeço na Arena Independência diante da Ponte Preta.

Por sinal, o jogo será estudado pela comissão técnica paranista, que sabe que precisa dar um “descanso” aos jogadores no pouco tempo entre o retorno a Curitiba (domingo) e a viagem a Belo Horizonte (terça-feira).

No meio do descanso, dos treinos mais leves e da expectativa da recuperação dos principais jogadores do time, o goleiro Léo e o meia Renatinho (leia na página 19), o técnico Cristian de Souza vai tentar cuidar das bolas paradas, fator decisivo na derrota para os gaúchos. “Trabalho muito essa situação”, garante o comandante paranista.

Isto porque qualquer lance na quarta pode ser fatal. Já ficou evidente no jogo de ida, no Couto Pereira, quando uma bobeada da defesa em um escanteio originou o gol de Elias. As bolas paradas, por sinal, vêm sendo um calcanhar de Aquiles na temporada tricolor. A eliminação no Campeonato Paranaense só aconteceu porque em um escanteio todo o sistema defensivo falhou e Eduardo da Silva fez o gol do 1×0 na Arena que foi suficiente para classificar o Atlético para as semifinais. “O futebol é assim e te castiga.

Erramos aos 47 do segundo tempo e o Juventude encontrou a vitória. É o terceiro gol que sofremos nessa situação e cabe a nós arrumar um tempo para corrigir esse defeito”, resume Cristian de Souza, preocupado para quarta-feira.

Diante do Galo, toda essa atenção precisa ser redobrada, com uma artilharia (entre titulares e reservas) composta por Robinho, Fred, Cazares, Elias, Otero e Rafael Moura. “Agora é usar vídeos e imagens e usar o pouco tempo que temos até o jogo de quarta-feira para repassar essa questão”, admitiu o técnico.

O que Cristian de Souza não precisa se preocupar é com a postura do time. A mobilização para a partida que vale a vaga nas quartas de final da Copa do Brasil começou ainda em Caxias do Sul. “Temos um grande desafio pela frente e vamos de cabeça erguida”, avisou Felipe Alves.