Fernando Lombardi, sangue novo para
garantir o Paraná na primeira divisão.

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É vencer ou vencer. O Paraná não tem outra saída na partida contra a Portuguesa Londrinense, hoje, às 16h, no Pinheirão. É bem verdade que um empate, combinado com um empate ou derrota no jogo Cascavel x União, também pode livrar o time do rebaixamento, mas o elenco não cogita a possibilidade de ter que depender de outro resultado para respirar aliviado.

“É uma questão de honra”, diz o experiente volante Sidnei, que viveu momentos de glória com a camisa tricolor em meados dos anos 90, quando o clube conquistou o pentacampeonato estadual. No entanto, Sidnei não está sozinho nesse pensamento. Os garotos revelados nessa temporada – algumas gratas surpresas também sentem o peso da responsabilidade. “Fomos nós quem colocamos o Paraná nessa situação delicada e temos a obrigação de tirá-lo”, diz Fernando Lombardi, que se firmou com autoridade na zaga tricolor este ano.

Em consenso, os atletas já combinaram que vão dedicar a vitória e a permanência na elite do futebol paranaense ao técnico Caio Júnior, que deixou o comando após a desclassificação do time no estadual, na derrota por 1 a 0 para o Rio Branco. “Ele assumiu o planejamento do clube, mas por detalhes, não tivemos o sucesso esperado”, lamenta o volante Émerson. Vale lembrar que Caio era o comandante na campanha do Brasileirão do ano passado, quando o Tricolor conseguiu se livrar do descenso na última rodada.

Com técnico novo – o auxiliar Omar Feitosa assumiu o cargo interinamente – e com o reforço do treinador de atacante Saulo, que se dedicará exclusivamente aos jogadores da frente, o Paraná se motivou como nunca para a partida. Apesar da obrigatoriedade de vencer, a descontração marcou os trabalhos da semana. “É o momento de relaxar, no bom sentido. Lembrar que é preciso marcar o primeiro gol, para depois marcar o segundo. Ansiedade só atrapalha”, diz o novo diretor de futebol Ricardo Machado Lima, convocado para um trabalho especial durante a semana decisiva.

Sem poder contar com o capitão Ageu, contundido no ombro, e com o atacante Dauri, com problemas musculares, o técnico Omar Feitosa convocou o experiente Sidnei para vestir a camisa titular no meio de campo e ajudar no equilíbrio da jovem equipe. “Estou muito satisfeito em poder ajudar a equipe nesse momento.”

Os ingressos: Arquibancada, R$ 5,00; arquibancada para sócios, mulheres e menores, R$ 3,00; cadeiras para sócios, R$ 5,00; cadeiras, R$ 15,00 e ingresso para o setor Pais e Filhos, R$ 5,00.

Time atacará com dois meias ofensivos

O Paraná Clube entra em campo hoje com uma proposta mais ofensiva do que em outras oportunidades de vencer. A obrigatoriedade da vitória fez com que o técnico interino Omar Feitosa resgatasse o esquema tático 4-4-2, com dois meia ofensivos. “Temos que jogar para frente”, defende. Vale lembrar que o grande problema da equipe tem sido a falta de gols.

A mudança não pegou os jogadores de surpresa. Afinal, ao longo da primeira fase, o técnico Caio Júnior alternou o 3-5-2 com o esquema que será usado amanhã. “Não tem muita diferença. Como o Sidnei não vai subir tanto, ele vai ajudar o trabalho da zaga”, explicou Fernando. “E os laterias terão de alternar as subidas”, completa.

Para o experiente zagueiro Roberto, a opção de Omar Feitosa é perfeita. “Chegou o momento da ousadia, de sermos mais audaciosos. Se cada um fizer a sua parte, vai dar tudo certo. Eu e o Fernando estamos afinados e vamos dar muita segurança para os jogadores de frente se soltarem”.

A linha defensiva do Paraná será formada por Darci; Willian, Fernando Lombardi, Roberto e Fabinho, que volta à equipe após cumprir suspensão na rodada contra o Rio Branco. No meio Sidnei, em especial, terá obrigação de ficar mais próximo à defesa e Émerson terá mais liberdade para subir ao ataque. Fechando o meio, Marquinhos e Éverton, na sua posição de origem, serão os armadores. No ataque, Omar Feitosa terá o retorno do centroavante Flávio, que cumpriu suspensão na última rodada e jogará ao lado de Waldir.

Vitória pode estar nos pés de Everton

Em pouco mais de uma semana, o jovem Éverton saiu do anonimato para o posto de uma das grandes esperanças do Paraná Clube para a partida de hoje, em especial, e para o Campeonato Brasileiro. Em entrevista à Tribuna, ele falou da alegria de ver seu trabalho reconhecido.

Tribuna – Você jogou improvisado na lateral-esquerda contra o Rio Branco e foi destaque. O que esperar desta partida, em que você jogará na sua posição de origem?

Éverton – Pode até não ter aparentado, mas contra o Rio Branco estava um pouco apreensivo. Afinal, era meu primeiro jogo como profissional no Paraná e estava jogando fora da minha posição. Agora, jogando na meia-esquerda, vou ter ainda mais tranquilidade.

Paraná-Online

– Por falar em tranquilidade, como deixar a ansiedade de lado nesta partida decisiva?

Éverton

– Nos últimos jogos, a ansiedade foi o grande pecado, especialmente na hora de finalizar. Aprendemos a lição e estamos conscientes de que a tranquilidade será nossa aliada na busca pela vitória.

Paraná-Online

– Pelo fato de jogar no meio, você acretita que terá mais liberdade?

Éverton

– Quando fiz a função de ala, subi bastante ao ataque, mas tinha obrigação de voltar quando o time estava sendo atacado. Agora, vou ajudar a marcar no meio, mas com a função de me aproximar , juntamente ao Marquinhos, da linha de ataque.

Paraná-Online

– O grande problema do Paraná tem sido a deficiência nas finalizações. Você pode aparecer como surpresa, arriscando do meio?

Éverton

– Não sou goleador, mas quando abre espaço eu chuto para o gol. Durante o coletivo fiz um e se surgir oportunidade contra a Portuguesa, não vou me reprimir.

Paraná-Online

– A volta do centroavante Flávio, que joga no lugar do Dauri, vai facilitar o trabalho dos armadores?

Éverton

– Os dois são ótimos atletas, mas tem características um pouco diferentes. O Dauri costuma aproximar mais do meio e o Flávio é uma ótima referência no ataque.