Mesmo com o desfalque certo do goleiro Marcos para a próxima partida, o assunto mais comentado no Palmeiras nesta segunda-feira foi a reclamação de Valdivia ao ser substituído no domingo, na derrota para o Cruzeiro, no Pacaembu. Na reapresentação do time, diretoria e jogadores trataram de minimizar o fato.

Para o diretor de futebol Genaro Marino, o chileno não chegou a contestar a autoridade do técnico Luiz Felipe Scolari. “Aquela reação naquela hora é uma demonstração que o jogador quer ajudar mais. Que ele ficou chateado por não ter feito mais pelo time”, disse Marino, descartando uma possível cobrança da diretoria ao meia. “Confiamos no que o Luiz Felipe resolver”, alegou o dirigente.

O fato também não foi supervalorizado pelos jogadores, inclusive por Tinga, que entrou no lugar de Valdivia. “Eu levei de maneira normal. Até falei no final, isso acontece. Ele está aqui pra ajudar”, afirmou o volante. “Não me atingiu em nada. A gente se dá super bem. A gente tem um convívio legal, eu não levei pra esse lado. Eu até brinco que quero ser igual a ele quando crescer”, acrescentou Tinga.

O zagueiro Fabrício, que estava próximo a Valdivia quando o meia saiu de campo, disse nem ter reparado no incidente. “No jogo, sinceramente, não tinha visto. Mas aquele foi um momento difícil da partida. Se ele saiu, reclamou, estava de cabeça quente. Mas não é nada que vá atrapalhar nosso grupo. Nem o relacionamento com o Felipão”, garantiu.