Enquanto assistia o jogo-treino
no CT, Mário descartou qualquer
possibilidade de mudar de clube.

Com a fritura do técnico Juninho no Corinthians, Mário Sérgio, comandante do Atlético, voltou a ser um dos principais nomes ventilados pela direção do clube paulista para assumir o posto. Nada que abale a paz e a tranqüilidade que o treinador rubro-negro desfruta no CT do Caju. Saboreando o bom momento do time no campeonato paranaense, ele afirmou ontem que tem um contrato de “homem” com o Atlético e que pretende cumprir o compromisso assumido até o final do ano.

“O que eu posso dizer é que eu estou muito contente no Atlético. A gente vive um momento muito bom e estamos focados unicamente para o campeonato paranaense”, disse à Tribuna. Segundo ele, não dá para falar nada dessa possibilidade porque não teria havido nenhum contato entre as partes. “Eu não procuro conjecturar. Eu acho que você tem que falar sobre assuntos que realmente existam. Sobre ficção, não”, continua.

O técnico do Atlético voltou a reiterar que veio para o clube por um pedido especial do atual presidente do conselho deliberativo, Mário Celso Petraglia. “Eu vim para cá por causa dele e esse acerto é um acerto de homens. Homens quando fazem acerto vão até o final”, destaca. Ao contrário de outros treinadores, esse acordo está no papel e prevê uma multa em caso de rescisão. “Não é pelo fato de ter multa que eu fico ou saio. O que pode provocar a minha saída seria a falta de entendimento entre eu e a diretoria, mas isso é coisa que não existe”, revela.

Mesmo assim, a possibilidade de um acerto na “panela de pressão” do Parque São Jorge pode seduzi-lo no futuro. “Não me assusta. Trabalhei duas vezes lá e fui muito bem, não tive problema nenhum. Na primeira nós fomos terceiros colocados e na segunda deixei a minha comissão técnica e saí por divergências porque tiraram dirigentes (Romeu Tuma) da minha confiança e, depois, o time foi campeão da Copa do Brasil e estadual”, explica. Para ele, não haveria nenhum problema em trabalhar com o vice-presidente de futebol, o polêmico Antônio Roque Citadini. “Eu não o conheço, é uma pessoa que eu respeito porque luta pelos interesses do seu clube e isso é o que importa”, opina.

Jogo treino

Ontem, enquanto os titulares realizaram trabalhos físicos, os reservas enfrentaram os japoneses do Albirex Niigata (que estão realizando pré-temporada nas instalações do clube) no mini estádio do CT do Caju. O resultado foi 1 a 1, com o Atlético formando com Cléber (Tiago); André Luís, Marinho, Douglas (Fabiano) e Stanley; Dione, Bruno Lança, Raulen e Samir;

Fabrício e Rena.

“É um treinamento para dar ritmo a esses jogadores. Eu nem estou comandando. O time está sendo dirigido pelo Júlio Piza”, aponta. Para domingo, contra o Iraty, o goleiro Cléber já está confirmado, enquanto na zaga Ígor e Fabiano disputam a vaga deixada por Alessandro Lopes, suspenso com o terceiro cartão amarelo.

Dagoberto volta a treinar no CT

O atacante Dagoberto, do Atlético, voltou a trabalhar ontem no CT do Caju após duas semanas de merecidas férias. Foram três anos sem um período tão longo de descanso e o resultado já pode ser visto na face do jogador. Mais bem disposto e contente por rever os velhos companheiros e retornar para casa, o artilheiro agora inicia a sua pré-temporada particular e somente daqui a um mês, o torcedor atleticano poderá matar a saudade do atleta na Arena.

“Foi um período bom, fazia tempo que eu não tinha e, com essas duas semanas, deu para descansar bem a cabeça, rever a família e voltar renovado para fazer o que eu sempre fiz”, revelou Dagoberto. Para ele, a passagem (frustrante) pela seleção pré-olímpica serviu de lição. “Tivemos um aprendizado pessoal e profissional muito grande, mas agora é esquecer o que passou, somente pegar as lições e dar sequência na carreira”, diz.

Nos últimos anos, ele teve poucos momentos de sossego em janeiro. Em 2002, foi a Copa São Paulo de Juniores. No ano seguinte, Sul-Americano Sub-20 e agora emendou campeonato brasileiro com mundial sub-20 e Pré-Olímpico no Chile. Pior do que isso foi a sequência de contusões. “Eu passei o mundial inteiro só tratando, daí, no Pré-Olímpico eu tive uma contratura na coxa e piorou mais ainda”, explica.

Agora, tudo voltou ao normal e é só pensar em voltar a jogar. “Estou todo zerado e é só ir em busca dos objetivos”, destaca. Ele nem se abala com a presença de Washington na equipe. “Eu acompanhei a recuperação dele, torci muito e vamos ter uma disputa sadia. O professor (Mário Sérgio, o técnico) é quem vai decidir”, finaliza.