O técnico Rubén Magnano se mudou para o Brasil há pouco mais de uma semana – desembarcou de Córdoba na quarta-feira passada. Mas o argentino de 55 anos já enfrenta um ritmo frenético de trabalho, a ponto de ter deixado as aulas de português, uma de suas prioridades, em segundo plano.

“Espero iniciar as aulas assim que voltar da Europa, quando estiver mais tranquilo”, disse à Agência Estado o treinador da seleção masculina de basquete, referindo-se à sua próxima etapa de trabalho: uma viagem pelo Velho Continente para se encontrar com brasileiros que atuam por lá.

“Posso deixar, também, para outubro. Quando espero estar ainda mais tranquilo. E como espero, eh!”, brincou, referindo-se ao mês posterior ao Mundial da Turquia, o principal desafio da temporada.

A agenda de Magnano está lotada. No dia 3 de abril, quando for para a Europa, deve passar por Itália e Espanha. Pretende encontrar oito ou nove atletas. “Vou conversar com todos os que eu conseguir. Não é fácil coordenar uma viagem como essa”. Assim como fez com os que atuam na NBA (Anderson Varejão, Leandrinho e Nenê), pretende saber quem está comprometidos com a seleção.

Nesta semana, o argentino acompanhou a seleção sub-18, agora treinada por Walter Roese (que também é assistente-técnico da Universidade de Nebraska, nos Estados Unidos), em São Bernardo do Campo. Concentrou-se com o time, que disputará os Jogos Sul-Americanos e a Copa América. Lá, já mostrou um pouco do espírito disciplinador: repórteres e fotógrafos só veem os primeiros 15 minutos de treino.

Na quinta à noite, deixou o ABC paulista para voltar à Capital – na sexta, acompanhou o duelo entre Paulistano/Amil (SP) e Pinheiros/SKY (SP), pelo NBB (Novo Basquete Brasil). Deve, também, embarcar fundo no projeto da Escola de Treinadores. “Temos muito o que fazer na base. Esse é o principal trabalho e devemos começá-lo com os técnicos”.