O Paraná Clube encontrou um ídolo. Renan Bressan deixou ensandecido o já animado estagiário do Twitter, fez outra boa partida e ainda fez mais um golaço. Só que o Londrina não deixou o camisa 10 comemorar, foi buscar o empate e o jogo terminou 2×2 na noite deste domingo (1), na Vila Capanema. E o resultado tirou o Tricolor do G8 do Campeonato Paranaense.

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Renan Bressan mostrou, desde o jogo contra o Operário, uma característica difícil de encontrar no futebol brasileiro: a coragem de chutar. Ele não tem medo de arriscar, foi assim que marcou diante do Fantasma e da mesma forma contra o Londrina. Compare os gols: ele mantém o passo e consegue, mesmo em movimento, o posicionamento ideal para o arremate. Chuta de primeira, diminui o tempo de reação do goleiro. E com força e direção.

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Renan comemora o gol. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

Fundamentos que, sabemos todos, ele aperfeiçoou fora do País. Por mais que jogasse em uma nação periférica do futebol europeu (a Bielorrúsia), lá se trabalha mais finalização do que aqui – relaxamos porque achamos contar com o ‘talento natural’. Eles não têm isso, e por isso treinam. Ainda mais em um país da antiga União Soviética, onde havia método para tudo. Renan Bressan soube assimilar e voltou fazendo a diferença para o Tricolor. Três gols em três jogos complicados.

Tudo ia bem, mas…

Com a vantagem obtida cedo, o Paraná Clube passou a jogar da forma que se acostumou – retraído, aproximando as linhas e dificultando a vida adversária. O Londrina, que se ressentia da falta de poderio ofensivo, não conseguia furar o bloqueio paranista e assim o jogo andou lentamente até o intervalo.

Carlos Dias foi bem de novo, e Mateus Bianqui não teve espaço para jogar. Até Alemão tirar dois coelhos da cartola. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

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Nada mudou na volta do intervalo. O Tricolor ficava apenas esperando a hora certa de contra-atacar. Mais atrás, Renan Bressan e Michel tentavam acelerar o jogo para Thiago Alves, Marcelo e Raphael Alemão. Não criava muitas chances, mas levava o jogo em banho-maria, pois o Londrina não fazia nada.

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Alemão tentou dar uma agitada no Tubarão tirando Matheus Olavo e Igor Paixão para colocar dois homens mais adiantados, Danilo e Ruster. E deu certo logo de prima, no belo gol de Ruster, que comemorou com uma inusitada voadora no alambrado – essa eu nunca tinha visto. O jogo deu uma pirada de dez minutos, com Fabrício marcando de falta e logo depois Danilo igualando de novo em um lance todo confuso.

Na hora em que o Paraná buscava retomar o controle do jogo, Thiago Alves bobeou e foi expulso. Foi uma ducha de água gelada na tentativa de pressão tricolor. Nem mesmo Renan Bressan, herói da classificação na Copa do Brasil e melhor em campo neste domingo, conseguiu fazer o Tricolor vencer. O que virou obrigação nas duas últimas rodadas do Paranaense, pois é obrigação paranista ir para o mata-mata.

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