O Athletico que brilhou nos últimos dois anos era repleto de bons jogadores, tinha alguns ótimos e dois totalmente acima da média. Renan Lodi rapidamente foi descoberto e foi para o Atlético de Madrid. E Bruno Guimarães liderou em campo a mudança de patamar do Furacão. Ao sair para o Lyon, deixou um vazio na torcida e no time. E a ausência de Bruno se faz sentir quando é preciso jogar, como na derrota desta quarta-feira (11) para o Colo-Colo por 1×0, em Santiago, pela Copa Libertadores.

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Diante de um adversário pressionado, o Athletico projetou o jogo do jeito certo – marcar a saída de jogo do Colo-Colo, evitar a pressão e usar os contra-ataques. Mas a execução foi ruim. Dando espaço para os chilenos, o Furacão foi sendo colocado nas cordas. E mais uma vez o espaço aberto por Márcio Azevedo foi fatal. Por lá que Bolados ganhou a jogada e cruzou para Mouche, entre os zagueiros, abrir o placar.

Um dos maiores trunfos atleticanos, que é a compactação de seu time, não aparecia. Léo Cittadini e Erick estavam distantes, Nikão tinha que buscar o jogo, a bola não chegava em Guilherme Bissoli. A própria marcação adiantada, ainda mais obrigatória com placar adverso, espaçava o Furacão.

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O melhor caminho para o Athletico era a combinação entre Nikão e Adriano. Inclusive nas bolas paradas, pois eram eles que cobravam os escanteios – foi num deles que Thiago Heleno conseguiu uma das melhores oportunidades rubro-negra no primeiro tempo. O jogo pela extrema era a forma de compensar a má atuação do meio-campo, principalmente de Cittadini. O lateral-direito fazia os companheiros jogarem, como ficou claro no lance de Carlos Eduardo que Bissoli concluiu para fora.

Erick tem característica diferente no meio-campo. Ele é de força, chegada, não é o cara do passe que destrói a marcação. Foto: Albari Rosa/Foto Digital

Etapa final

Os últimos lances do primeiro tempo deixavam claro: o Athletico precisava encaixar seu jogo que o empate viria. Para superar a dificuldade de armação, a receita da ligação direta era solução e problema ao mesmo tempo – solução porque era a única forma de criar, problema porque é uma estratégia de alto índice de erro.

Dorival Júnior apostou em Marquinhos Gabriel no lugar de Erick. A ideia era ter alguém que fizesse a ligação, fizesse o meio aparecer. Mas não deu certo. O desenho do Athletico segue semelhante ao do ano passado, com a diferença brutal da ausência de Bruno Guimarães. Por isso, é hora do treinador começar a pensar em outro jeito de jogar.

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Para agitar o time, Jajá entrou. Logo depois, Vitinho. Mas a dificuldade de armação continuou. Apenas o brilho individual poderia garantir o 1×1, mas mesmo com mais posse de bola, muita luta e onze chutes a gol, o Athletico não conseguiu igualar o jogo. Igual está o grupo C da Libertadores, todo mundo com três pontos. Na próxima partida, além das próprias dificuldades, o Furacão terá a altitude de Cochabamba como adversário. Um ponto na Bolívia já tá valendo.

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