Neste mês de março, a imprensa esportiva comemora uma espécie de Natal. Em 20 de março de 1970 foi lançada a primeira edição de Placar, a revista semanal da editora Abril que só falava de esporte. É um momento chave para quem escolheu viver a paixão como um profissional do jornalismo. Se houve antes gênios da crônica e grandes veículos, foi a Placar que integrou o Brasil através do esporte, principalmente o futebol.

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Foi a primeira vez que conseguimos saber com mais rapidez de notícias de todos os cantos do País. Tínhamos, através do rádio e dos jornais, fatos breves e placares de jogos de todos os estados. Mas Placar veio com grandes reportagens e as fichas técnicas das partidas. Começamos a conhecer o Fast Clube, a Anapolina, o Flamengo do Piauí e o Aimoré de São Leopoldo.

+ Veja o Termômetro do Athletico!

A minha geração de jornalistas tem muitos de seus ídolos na profissão nos expedientes de Placar. Juca Kfouri, Paulo Vinícius Coelho, João Saldanha, Carlos Maranhão, Michel Laurence, Marcelo Rezende, José Maria de Aquino, Celso Unzelte, André Rizek, Arnaldo Ribeiro, Sandro Moreyra, Luís Fernando Veríssimo… Poderia escrever mais e mais nomes.

+ Veja o Termômetro do Coritiba!

E também nomes importantes da nossa imprensa, contando as histórias, conquistas, alegrias e tristezas do futebol paranaense. Para homenagear esses colegas, resgatei algumas reportagens de Placar. Não as manjadas, mas sim outras, todas publicadas em março. Claro que retratando Athletico, Coritiba e Colorado e Pinheiros, os clubes que originaram o Paraná Clube.

+ Veja o Termômetro do Paraná Clube!

1976 – Eli Carlos, o artilheiro do Coritiba

Eli Carlos foi um dos personagens do hexacampeonato estadual do Coritiba. E na matéria de Milton Ivan Heller ele abriu o jogo sobre noitadas, prolemas de saúde e as dificuldades da carreira. E o tempo que viveu sob ‘toque de recolher’ no Beco do Sossego, a concentração que existia dentro do Couto Pereira.

1977 – Carlos Eduardo, o carregador de piano do Pinheiros

Vocês lembram de Carlos Ernesto, meio-campista do Pinheiros? Eu não tinha ouvido falar. E ele mereceu duas páginas de Placar, com direito a foto produzida tocando piano. Mas a imagem menor é um primor, feita pelo José Eugênio, com Carlos Ernesto com a camisa do Pinheiros e uma araucária ao fundo.

1981 – Dona Marlene Scaletti, a primeira-dama do Colorado

Armindo Berri, nosso ex-chefe aqui na Tribuna, foi o responsável por escrever o perfil de Marlene Scaletti, esposa do comendador Enzo Scaletti, presidente do Colorado no início dos anos 1980. Não só era a primeira-dama do Boca Negra como sogra do nosso querido Alceu Mentta, o Caxias.

1982 – Augusto, o ‘coadjuvante’ do Casal 20 no Athletico

No início dos anos 1980, Augusto era ídolo no Athletico, como relatou o Roberto José da Silva, o Zé Beto. E foi tão bem que interessou ao Internacional. O time gaúcho não tinha a grana pedida pelo Furacão e ofereceu dois jogadores no negócio. O Rubro-Negro aceitou a vinda de dois atacantes. Os nomes deles? Washington e Assis.

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