O Coritiba vai começar 2020 no dia 19 de janeiro, com a estreia no Campeonato Paranaense diante do Cascavel, no Couto Pereira. Mas desta vez o plano alviverde não deixa o Estadual como prioridade, como aconteceu nos anos anteriores. Se o torneio já gerou crises e demissões, no ano que vem o pensamento é fazer um ‘laboratório’ para as competições mais importantes, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro.

O termo acima já causou até queda de técnico no Alto da Glória. Em 2000, Lori Paulo Sandri disse que o Paranaense era “um laboratório” e foi pressionado por torcida e imprensa até ser demitido – naquele ano, Paquito comandou o time como interino até a decisão contra o Athletico. De lá para cá, houve tentativas de colocar equipes alternativas. Situações que foram totalmente aceitas apenas em 2011 e 2012, quando o Coxa foi passando de fase na Copa do Brasil.

Mesmo em 2004, o último ano em que o Coritiba disputou a Copa Libertadores, não houve uma priorização total do torneio. Inclusive o título estadual, conquistado em cima do principal rival, serviu para reduzir – ou mesmo apagar – o impacto da eliminação. O Paranaense foi, em alguns anos, a tábua de salvação da temporada alviverde. Com a mudança do cenário nacional, hoje seria impensável uma postura como essa.

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E é por esse prisma que a diretoria avalia 2020. O presidente Samir Namur admitiu que neste ano o Coxa falhou em dar atenção demais ao Paranaense – o que ficou ainda mais latente com a não participação na final e a eliminação traumática na Copa do Brasil para o modestíssimo URT, de Patos de MInas.

Rodrigão e Giovanni na fatídica eliminação para a URT. Foto: Divulgação/Coritiba FC

Em entrevista à Gazeta do Povo, na última quarta-feira, Namur foi bem claro ao falar sobre o primeiro semestre do Coritiba. “Vamos fazer uma pré-temporada visando a estreia na Copa do Brasil. Vamos poupar elenco no Estadual para chegarmos, pelo menos, até as oitavas de final”, disse o presidente alviverde.

Há diversos motivos para essa prioridade. O maior deles, claro, é o dinheiro. A premiação do torneio mata-mata é a maior do futebol brasileiro. Neste ano, quem chegou às oitavas de final levou R$ 5,6 milhões, grana que pode até bancar os primeiros meses da temporada coxa. Além da natural exposição da marca, dos patrocinadores e de atender a uma vontade da torcida, que é ter resultados relevantes em competições nacionais. Razões suficientes para o Coritiba mudar uma filosofia histórica.

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