O líder do Campeonato Brasileiro está pressionado. A frase contraditória se tornou realidade para o Corinthians, que enfrenta a Ponte Preta neste domingo, às 17 horas, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP), pela 31.ª rodada, ciente da necessidade de um bom resultado para não ver uma caminhada tranquila para o título se transformar num desastre diante de um de seus maiores rivais: Palmeiras ou Santos.

Após a derrota para o Botafogo, na segunda-feira passada, o Corinthians percebeu que chegou a hora de “acordar” e não dar o título como favas contadas. Embora a equipe tenha começado a rodada com seis pontos (59 a 53) à frente dos vice-líderes Palmeiras e Santos, membros de organizadas foram ao treino da última quarta-feira conversar com jogadores e diretoria. Pediram maior comprometimento. Quem esteve presente, garante que tudo foi feito de forma bem pacífica.

O fato é que o técnico Fábio Carille atravessa o momento mais complicado de sua curta carreira de treinador. Dependendo dos resultados da 31.ª rodada, o Corinthians corre o risco de perder a liderança para o Palmeiras na semana que vem, em confronto direto. “Tem jogadores que já passaram por várias situações, mas no grupo é o primeiro momento ruim. Há uma questão de ansiedade, de decidir as coisas rápido, de ler que o time já é campeão”, explicou.

Para tentar afastar qualquer ameaça, Fábio Carille aposta em quem já lhe deu muitas alegrias no ano. O time terá a formação que ele considera ideal, com as voltas do zagueiro Pablo e do atacante paraguaio Romero. A equipe que sai jogando nunca perdeu na temporada. Em 12 partidas, ela festejou sete vitórias e cinco empates.

A Ponte Preta também precisa muito do resultado, pois briga para sair da zona de rebaixamento. Um dos motivos da crise da equipe do técnico Eduardo Baptista é o jejum de gols do artilheiro Lucca. O jogador, que ainda pertence ao Corinthians, não marca há 13 jogos. Neste período, ele chegou a perder um pênalti contra o Flamengo.