Os cinco meses de trabalho do técnico Juan Ramon Carrasco à frente do Atlético serão colocados à prova nos próximos cinco dias. Começa hoje, às 22h, com a decisão contra o Cruzeiro, que vale vaga nas quartas de final da Copa do Brasil, e termina domingo com a disputa do título de campeão paranaense contra o Coritiba, no Couto Pereira.

Esta é a semana mais importante do treinador desde que ele foi contratado pelo Furacão. Ciente disso, Carrasco quer mais. Para coroar não só seu trabalho, mas também o dos jogadores, ele avalia que é hora de colher os primeiros frutos, apesar de considerar que já tem o que comemorar.

“Ainda não ganhamos nada importante, mas criamos um padrão de jogo. Jogamos em qualquer campo com um estilo e os treinadores mudam suas táticas para cuidar do Atlético. Tomara que ganhemos algo importante, porque os jogadores merecem”, comentou.

Segundo Carrasco, os bons números conseguidos neste começo de trabalho são méritos dos jogadores. É desta maneira que ele avalia seu desempenho. O uruguaio comemora ter conseguido emplacar sua filosofa, mesmo sendo muito diferente do que o brasileiro está acostumado.

“É muito bom que em pouco tempo os jogadores tenham aceitado nossa filosofia, porque não é fácil. Jogamos com uma velocidade atípica e aqui no Brasil o jogo é mais tranquilo, com a bola mais trabalhada antes da finalização”, explicou o treinador.

Com o desejo antigo de atuar no futebol brasileiro, ainda como jogador, Carrasco gostou da resposta que obteve, mas ainda está se adaptando ao calendário do futebol, que foge a qualquer experiência que já teve, mesmo fora do Uruguai.

Mas a mudança tem agradado. Carrasco nunca tinha enfrentado uma sequência tão grande jogos, com intervalos tão pequenos. “É diferente, mas é melhor jogar que fazer trabalho físico. Se temos um elenco, isso não é problema e é bom para observar o jogador. Uma coisa é treino. Jogo é outra e assim vemos na prática”, afirmou.

O meio-campo Ligüera, conterrâneo de Carrasco, também ainda está se adaptando ao calendário brasileiro e ainda estranha a nova maneira de trabalho. A sequência de jogos decisivo em um curto espaço de tempo, como o Furacão está encarando desde a última quarta-feira, é motivo para se comemorar.

“Em outros países não se joga tão seguido e o jogador quer estar à disposição, quer jogar. Mas a sequência de jogos importantes é bom porque se o time está fazendo tantas partidas decisivas é porque está bem”, disse.