O Athletico está aproveitando o período sem jogos para trocar as cadeiras da Arena da Baixada. Os antigos assentos, usados na primeira versão do estádio, serão trocados por um modelo rebatível, assim como já é na parte ‘moderna’ do Joaquim Américo. O planejamento, aliás, é deixar toda a Arena com cadeiras do novo modelo. Porém, essa substituição será feita aos poucos.

A reportagem não conseguiu confirmar, contudo, se as novas cadeiras seguirão sendo fornecidas pela empresa Kango Brasil, da qual Mario Celso Keinert Petraglia, filho do presidente do Conselho Deliberativo do Furacão, Mario Celso Petraglia, é sócio-diretor.

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Procurado, Keinert Petraglia não quis comentar o assunto. “Infelizmente, não posso responder suas perguntas, favor solicitar ao clube suas informações. Peço desculpas pelo inconveniente. Nesse caso não posso ajudar, pois nunca nos pronunciamos sobre os assuntos de nossos clientes”, escreveu o empresário, em mensagem via WhatsApp. A reportagem solicitou informações ao clube por e-mail, mas não obteve resposta.

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De acordo com o Profut, programa de refinanciamento da dívida dos clubes, do qual o Rubro-Negro faz parte, o clube não poderia “celebrar contrato com empresa que tenha como dirigente seu cônjuge ou companheiro, ou parente, em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau”.

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O fornecimento de cadeiras foi um dos pontos mais polêmicos da reforma da Arena para a Copa do Mundo de 2014. Em agosto de 2012, o clube fechou, por R$ 12,3 milhões, um contrato para a realização do serviço com a Kango. Outras duas propostas, ambas com valores menores, foram descartadas. A justificativa foi de ‘critério técnico e melhor relação entre qualidade e preço’.

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A contratação da empresa motivou denúncia do então vice-presidente jurídico, Cid Campelo Filho, e questionamento na Assembleia Legislativa do Paraná, mas acabou mantida e cumprida. Na época, o Athletico também contratou os serviços do arquiteto Carlos Arcos, primo de Petraglia e autor do projeto do estádio.