Candidato derrotado na última eleição para o Conselho Deliberativo do Athletico, em 2015, Henrique Gaede ainda faz jogo duro quando o assunto é confirmar seu grupo ‘totalmente fora’ de um bate-chapa no pleito deste ano no Furacão. Nos bastidores, porém, o advogado já costura uma aproximação com a administração liderada por Mario Celso Petraglia. “Gostaríamos de ter um conselho misto para poder participar do clube”, afirma Gaede.

+ Qual foi o gol mais bonito que você já viu no estádio? Relembre alguns no podcast De Letra

O momento do clube – campeão da Sul-Americana em 2018 e da Copa do Brasil em 2019 – inviabiliza uma disputa com chances reais de vitória como foi há quatro anos, quando apenas 249 votos decidiram a favor de Petraglia. “Diferenças de pensamento ainda existem, mas certamente não há clima para concorrer”, admite Gaede. Por isso, o grupo busca o diálogo para integrar uma chapa única. O trunfo seria dar mais consistência a uma provável mudança estatutária para sociedade anônima, como também escreveu o colunista Augusto Mafuz, mês passado, na Tribuna do Paraná.

+ Confira a classificação completa do Brasileirão!

“Temos um grupo muito consistente, formado por ex-presidentes como o Enio Fornea e Ademir Adur, temos debatido e temos ouvido que pelo lado de lá há uma conversa de composição. Estamos na expectativa. Estamos abertos à possibilidade”, diz Gaede. “Esse é o caminho, um conselho misto. O conselho atual, formado por pessoas de um único grupo vai contra à política de profissionalização do clube”, completa. A eleição do Athletico deve acontecer, segundo o estatuto social do clube, na primeira quinzena de dezembro. Caso apenas uma chapa seja registrada, ela será eleita por aclamação.