O Santos ainda não terá Muricy Ramalho na partida deste domingo, contra o Flamengo, no Engenhão, pela 31ª. rodada do Brasileirão. O técnico continua internado no Hospital São Luiz, em São Paulo, e só deverá ter alta neste sábado. Ele se recupera de fortes dores nas costas, causadas por uma hérnia de disco.

O sofrimento de Muricy começou no dia 1º. de outubro, na partida em que o Santos perdeu por 3 a 2 do Fluminense, em Volta Redonda. “Depois do jogo, a dor era tão forte que ele foi obrigado a dar entrevista em pé, se contorcendo”, lembrou o assessor de imprensa santista, Fábio Maradei. Nos dias seguintes, Muricy Ramalho tentou superar o problema com tratamento conservador. Inúmeras vezes teve que tomar injeção para poder ir para o campo comandar treinos.

Na tarde da quarta-feira passada, com o agravamento do quadro, Muricy foi internado no Hospital São Luiz, seguindo orientação do médico Joaquim Grava, deixando de dirigir o time à noite na vitória contra o Botafogo, na Vila Belmiro. Ele foi substituído por Mário Felipe Peres, o Tata, seu auxiliar mais próximo.

As complicações (lombociatalgia) em razão da hérnia de disco impedia até que o treinador desenvolvesse normalmente o seu trabalho na orientação do time durante os jogos. “Todo mundo questionava por que Muricy não levantava do banco, mas só nós sabemos o sofrimento que ele estava tendo. A gente sabia que ele estava com esse problema e que às vezes tinha até que tomar injeção para poder trabalhar”, afirmou o goleiro Rafael nesta sexta.

A ausência de Muricy no dia a dia do futebol santistas e nos jogos do time não é considerado problema pelos jogadores. “Ele e Tata são unha e carne. É certeza que Muricy vai ligar para o Tata e passar algumas coisas. Ele deve estar pedindo todo dia um relatório sobre tudo o que está acontecendo, apesar de ter deixado programada a semana de treinos. Ele deve estar doido. Fico imaginando Muricy, elétrico como ele é, numa cama de hospital”, comentou Rafael.

Tata comandou treino de dois toques nesta sexta, no CT Rei Pelé. A escalação só será confirmada no sábado, após o recreativo. Sem Borges, suspenso, a dúvida é se o time vai jogar no 4-4-2, com Ibson no lugar do artilheiro, ou no 4-3-3, com Rentería formando o trio ofensivo com Neymar e Alan Kardec. Como Léo voltou a sentir dores no tendão do pé esquerdo, Durval deve continuar na lateral-esquerda.