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Curitiba

Bar do Alemão comemora aniversário de 40 anos com sua própria Oktoberfest

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Escrito por Lucas Sarzi

É um dos bares mais antigos de Curitiba e se tornou, ao longo dos anos, muito mais do que isso: o Bar do Alemão, como é conhecido o Schwarzwald, hoje é visto como um ponto turístico da capital paranaense, com passagem obrigatória de quem vem passear por aqui. Nesta semana, o bar completa 40 anos e a Tribuna do Paraná resolveu trazer um pouco da história desse estabelecimento que pode até ser alemão, mas é um patrimônio do curitibano.

Schwarzwald nasceu em 1979 e foi o segundo bar do Largo da Ordem, mas sem nenhuma pretensão de se tornar o que é hoje. “O antigo proprietário criou o bar com a ideia de reunir os amigos, sem nenhum objetivo comercial mesmo. Acontece que fez muito sucesso não só na abertura, mas em todos os dias seguintes”, contou Jorge Tonatto, o atual gerente do bar.

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A partir do sucesso, Schwarzwald passou a ser um nome difícil de se falar e o estabelecimento ficou conhecido por ‘Bar do Alemão’, já que a ideia era que o espaço oferecesse comida alemã. “A abertura do bar aconteceu justamente num dia que era de muita festa na cidade, quando se comemorava o dia de São Francisco da Ordem, uma festa muito tradicional. Hoje em dia, o primeiro bar aberto no Largo já fechou e então nós somos os mais antigos na região e um dos bares mais antigos da cidade”.

Jorge Tonatto, o atual gerente do bar. Foto: Felipe Rosa / Tribuna do Paraná

Na época, um dos responsáveis por fazer com que o bar continuasse ativo e se tornasse o que virou hoje em dia foi o atual prefeito, Rafael Greca. “Ele inclusive se intitula um padrinho e um dos responsáveis pelo bar, então, embora não saibamos ao certo a história lá de trás, ele se tornou uma figura importante para o bar e nós realmente abraçamos essa ideia, o acolhemos como nosso padrinho”, comentou o gerente.

Sociedade em família

Desde o começo, o Bar do Alemão sempre foi um estabelecimento familiar. Jorge, que hoje está à frente junto com seus dois irmãos e um cunhado, contou que teve uma ligeira passagem lá atrás, quando o bar surgiu. “Eu tive uma ligeira passagem em 79, na época tinha 14 anos. Trabalhei como garçom durante três dias, mas pelo período noturno não consegui continuar. Tive algumas passagens pelo bar, mas em definitivo, como gestor, faz 18 anos”.

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O gerente contou que sua família arrendou o bar do antigo proprietário já na década de 80, mas por um ano. “Após isso, quando o proprietário voltou, ele viu como estava a organização, gostou e não quis voltar, mas se manteve como sócio até que em 97 compramos a parte da sociedade do criador do bar”, contou Jorge, que hoje em dia emprega 55 colaboradores.

Origem do nome

Quando o antigo proprietário começou o bar, a ideia era reunir amigos e beber. “Mas pesou o fato de que as pessoas poderiam querer comer alguma coisa. Como ele conhecia a mulher de um diplomata alemão, a convidou para que ela ficasse responsável pela cozinha. Então ela fazia os pratos e ele cuidava do bar”.

Sucesso entre os clientes, o Schwarzwald passou a ser conhecido por ‘Bar do Alemão’. Foto: Felipe Rosa / Tribuna do Paraná

A origem do nome, Jorge afirma que pode até ter se perdido um pouco na história, mas acredita que tenha total ligação com a mulher que era responsável pela cozinha. “Muito provavelmente tenha influência dela, pois num dos livros ela dizia que quando abria a janela do quarto via Schwarzwald, que é conhecida também como ‘Floresta Negra’, uma região montanhosa do sudoeste da Alemanha, e que acabou se tornando o nome do bar. Com o passar do tempo começou a ser conhecido por Bar do Alemão, talvez pela facilidade de falar mesmo”.

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Submarino

Uma das bebidas mais tradicionais do Bar do Alemão e que provavelmente só seja servida, da forma que é, por aqui, é o chope submarino. Nada mais é do que o tradicional chope acompanhado de uma canequinha com uma dose de steinhaeger. A bebida, que é um tipo de destilado, servia para esquentar nos dias mais frios de Curitiba, mas não era tomada da forma que se serve hoje em dia, isso aconteceu por acaso.

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“Tínhamos alguns clientes que eram fieis e sempre tomavam, no inverno rigoroso, um chope acompanhado de uma dose de steinhaeger. Num desses dias, quando foram tomar uma das doses, o pessoal resolveu brindar e escorregou o copinho dentro do caneco. Ele foi criado por acaso”, lembrou Jorge.

Na época, o garçom que presenciou a situação acabou ficando com vergonha e quis servir um novo chope, mas os clientes, para mostrar que estava tudo bem, acabaram jogando seus copinhos dentro da caneca de chope. “Nos dias seguintes, ao invés de pedirem a dose à parte, já pediam o ‘chope que mergulhava’ e nisso acabamos criando o submarino”.

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Inicialmente, o chope era servido na caneca grande, acompanhado da dose de steinhaeger que vinha naqueles copinhos pequenos tipo americanos. “Mas nós percebemos que o copo tinha que ser reposto com muita frequência. Ao observar, descobrimos que as pessoas estavam levando embora como souvenir. Resolvemos então fazer o copinho personalizado para que as pessoas realmente pudessem realmente levar embora. Um ‘furto legítimo’, como brincamos”.

Ponto turístico

Por ser um dos mais antigos da cidade, o Bar do Alemão começou a ser uma referência quando os curitibanos indicam aos turistas um lugar para conhecer. “Isso fez com que nós acabássemos virando mesmo um ponto turístico da cidade, porque muitos clientes chegam aqui e nos enchem de orgulho dizendo que foi fulano que indicou. Dizem que ‘não dá pra ir a Curitiba sem passar pelo Bar do Alemão’ e nós ficamos muito felizes com isso”.

A culinária alemã é um dos principais atrativos do bar. Foto: Felipe Rosa / Tribuna do Paraná

Jorge acredita que o que oficializou o bar como um dos lugares mais tradicionais da cidade pode se estabelecer em cinco pilares. “Além de termos conseguido trazer todas as faixas etárias e poderes aquisitivos, o sucesso do bar se divide pelos petiscos generosos, culinária alemã, o chope que tratamos com muito carinho, o submarino e a ambientação, que é rustica, descontraída, despojada. Com essa sustentação, não tem como dar errado”.

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O Bar do Alemão abre diariamente, das 11h às 2h, sem intervalo. “Aproveitamos bem a pegada do turismo, pois muitos turistas realmente procuram pelo bar. A última pesquisa demonstrou que 33% do nosso público é de turistas, um número que até assusta a gente pois não sabíamos que era um volume tão grande”.

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O gerente do Bar do Alemão percebe que o espaço continua ganhando novos públicos e renovando isso também. “O que é o mais importante, pois o nosso cliente de 1979 hoje talvez saia com menos frequência, então precisamos, cada vez mais, conquistar mais gente”, comentou Jorge.

Apesar das adversidades que surgiram ao longo destes 40 anos, como a crise econômica e até mesmo as leis antifumo e a Lei Seca, o bar continua com o mesmo grande movimento sempre. “No caso das leis, percebemos que as pessoas entenderam, se conscientizaram. Por isso nós procuramos sempre manter o que nós já conseguimos, é o principal”.

Festança para comemorar!

Quando uma pessoa completa 40 anos, a data é considerada muito especial, significa maturidade, e mostra que está na melhor fase da vida. Para o Bar do Alemão isso não funciona de forma diferente: a maturidade não só se estabeleceu como também é uma forma de hoje em dia proporcionar as melhores experiências aos clientes. “E não podia ser diferente agora, né?”, brincou o gerente do bar.

A festa deve encher o tradicional salão do bar! Foto: Felipe Rosa / Tribuna do Paraná

Para comemorar a data tão especial, o Bar do Alemão preparou uma festa que é muito tradicional na Alemanha, a Oktoberfest. “Vamos fazer uma grande festa com musica alemã, concurso de chope, uma pequena Oktoberfest. Já que casou de fazermos a festa em outubro, vamos aproveitar essa comemoração com uma festa que tem tudo a ver com o bar”.

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Nesta sexta-feira (18) e sábado (19) e serão sete horas de muita comemoração e o melhor: a festa é open bar e open food. “Procuramos levar ao nosso cliente o que nós temos de melhor, então ele hoje adquire o ingresso e pode provar os melhores petiscos e muito chope. Vamos comemorar da forma que nós mais gostamos”. Os ingressos podem ser comprados pelo Disk-Ingressos e custam a partir de R$ 184 e assinante do Clube Gazeta do Povo tem 50% de desconto.

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Lucas Sarzi

Jornalista formado pelo UniBrasil.

(41) 9683-9504