Desde que o coronavírus apareceu, o futebol ficou sem futuro. No entanto, Hélio Cury, presidente da Federação Paranaense de Futebol continua enganando a si próprio. Quando provocado sobre o Estadual, responde que a entidade espera uma decisão da autoridade estatal.

Se tem alguma dúvida, deveria ouvir a entrevista de Beto Preto, secretário estadual de saúde, o nosso “Mandetta”, na Rádio Transamérica.

Muito médico e pouco político (eis, a sua virtude), o doutor Preto não deixou dúvidas: não há estrutura médica, sanitária e financeira para a volta do Estadual, o que implica, que nenhuma autoridade irá assinar uma autorização antes de agosto.

E, se não fosse o bastante, há um fato relevante: a lei esportiva se esvazia diante do evento extraordinário que é o Covid-19. Mesmo que o Estadual possa prosseguir, os clubes poderão recusar a ordem.

Dou um exemplo prático: o Rio Branco, que está desativado. Teria todo o direito de recusa. Não jogando, seria punido, até com uma sanção de rebaixamento? A influência jurídica dos efeitos da pandemia iria isentá-lo de culpa.

Raí x Caio

A conduta inconsequente de Caio Ribeiro, pode provocar a demissão de Raí, do São Paulo. Mas não precisa que isso ocorra para materializar uma consequência: não há mais ambiente para Caio continuar exercendo a função na Globo. Sabe-se, agora, que a sua crítica a Raí, por esse ter censurado o presidente Jair Bolsonaro, teve como motivação a política do São Paulo. O pai de Caio é da oposição que vai concorrer nas próximas eleições.

Emoção

Todos temos orgulho próprio. Às vezes ganha um fundo de vaidade. Não sei se estou orgulhoso ou vaidoso diante da repercussão da minha entrevista no festejado blog de Cristian Toledo. Da forma como foram provocadas por meus companheiros da Tribuna e da forma como as narrei, tudo ao natural, motiva uma audiência que me comove.

A oportunidade foi um presente que ganhei da minha turma da Tribuna, que não há como retribuir.