A incidência do bicho geográfico aumenta no verão, quando cresce também o número de animais de estimação em circulação nas praias do litoral brasileiro. De acordo com o dermatologista Mário Grinblat, 80% dos casos chegam aos consultórios médicos entre janeiro e março. Os 20% restantes são registrados ao longo do ano, principalmente após feriados prolongados.

O bicho geográfico é um parasita que se desloca sob a pele, formando um traçado que lembra um mapa ? por isso recebe este nome. Com ciclo de sete a 15 dias, acomete principalmente pessoas que dividem espaço com os cachorros nas areias da praia. As fezes dos cães, que podem estar impregnadas pela larva migrans, entram em contato com a areia e, posteriormente, com a planta dos pés dos banhistas, contaminando-os.

A lesão é caracterizada por pequenas e salientes irritações na pele. Apesar de mais comum nos pés, que ficam em contato direto com a areia, não é raro observar irritações em outras partes do corpo. Além de uma coceira agressiva, pode ocasionar manchas na pele.

A prevenção está mais relacionada à conscientização de que as pessoas não devem levar os animais de estimação para a praia. Mas alguns cuidados simples podem reduzir os riscos, como evitar caminhar descalço ou se sentar diretamente em locais onde a areia esteja úmida. O tratamento consiste na aplicação de medicamentos antiparasitários, com prescrição médica, após o diagnóstico.