Acontece entre os dias 15 e 26 de janeiro, em Curitiba, a 37º Oficina de Música de Curitiba. O evento terá concertos e diversas apresentações pela cidade. São cerca de 250 apresentações em 24 espaços públicos e privados espalhados pela cidade.

Confira os principais palcos da 37º Oficina de Música de Curitiba:

Teatro Guaíra e Guairinha – Ópera, erudita e popular

Da abertura ao encerramento da Oficina de Música, o Teatro Guaíra será palco misto (Popular e Erudita) das grandes apresentações, como Yamandu Costa, João Bosco, Renato Teixiera e Danilo Caymmi. Uma novidade que vale como concerto é o ensaio aberto da Orquestra Sinfônica da Oficina.

O imponente Teatro Guaíra fica em frente à Praça Santos Andrade, no Centro da cidade. Não foi sempre assim: até 1954 o teatro funcionava onde hoje está a Biblioteca Pública do Paraná.

Guairinha: O auditório Salvador de Ferrante, será palco da ópera, La Belle Helene. Endereço: Rua Amintas de Barros, s/n – Centro e Amintas de Barros s/n.

Teatro da Reitoria

Um dos palcos da MPB, o teatro de mais de 60 anos, projetado pelo arquiteto curitibano Rubens Meister, autor de projetos como o do Teatro Guaíra e do Caixa Cultural e outros marcos da cidade, vai receber shows energizantes.

Lá se apresentam o trio Edu Ribeiro, Toninho Ferragutti e Fábio Peron, que chegam pra mostrar o álbum Folia de Reis, indicado ao prêmio Grammy Latino 2019, na categoria instrumental. Outros oito shows passam pelo Teatro da Reitoria durante a Oficina de Música. Endereço: Rua XV de Novembro, 1299 – Centro.

Teatro Regina Casillo – Erudita e MPB

Com quatro concertos gratuitos, é opção para o fim de tarde em um dos mais recentes palcos de Curitiba. Inaugurado em junho de 2019, com capacidade para 300 pessoas, receberá uma das maiores atrações da Oficina de Música, a grande dama da ópera nacional Rosana Lamosa. O Teatro faz parte da recuperação da área central de Curitiba, em frente à praça Eufrásio Correia, revitalizada no início de 2019. Endereço: Rua Lourenço Pinto, 500 – Centro

Teatro do Paiol – MPB

Inaugurando em 1971 com a presença de Vinícius de Moraes. Em 2018, depois de reformas do programa Rosto da Cidade, a reinauguração ficou por conta de João Bosco. Na Oficina não poderia ser diferente, é o palco MPB, com dez shows programados. O que antes foi um abrigo de pólvora e munição para o exército, hoje comporta 220 espectadores. Endereço: Praça Guido Viaro, s/n – Prado Velho.

Capela Santa Maria – Erudita e Antiga

Sede da Camerata Antiqua de Curitiba, a edificação foi construída pela Congregação Marista em 1939. Transformada em Unidade de Interesse de Preservação, foi restaurada pelo município e passou por melhorias recentes do Programa Rosto da Cidade. Palco oficial da Música Antiga e Erudita, aproveitando a acústica ideal para esses gêneros, receberá durante a Oficina dez apresentações. Endereço: Rua Conselheiro Laurindo, 273 – Centro.

Memorial da Cidade – Misto

O coração do Largo da Ordem, no Centro Histórico, ficará movimento com a programação da Oficina de Música 2020. Quase todos os dias, apresentações mistas e gratuitas, com rodas de samba, viola, canjeiros, e até o pré-carnaval infantil.

O espaço conta com diversos ambientes. O prédio em terreno irregular foi projetado a partir do formato dos pinheiros, tem murais do artista curitibano Sérgio Ferro e também recebeu cuidados do Rosto da Cidade. Endereço: Rua Dr. Claudino dos Santos, 79 – São Francisco.

Cine Passeio – Cinema e música

Novo espaço favorito dos curitibanos vai estrear na Oficina com a mostra Música no Cinema, uma intensa programação com 35 eventos, entre eles o festival In-Edit, documentários de música que pela primeira vez chega a Curitiba.

O complexo cultural surgiu com a recuperação de um edifício histórico e conta com espaços para formação audiovisual, economia criativa —um coworking—, salas de cinema e exibições no terraço, a céu aberto. Endereço: Rua Riachuelo, 410 – Centro.

Capela da Glória – Erudita e Antiga

Joia da arquitetura sacra da cidade e fortemente ligada ao ciclo da erva-mate, foi construída em 1885 pela tradicional família Leão, e depois doada à Arquidiocese de Curitiba.

Depois de um período de abandono, em 2018 foi restaurada pelo programa Rosto da Cidade e transformada num espaço religioso e cultural, entrando oficialmente para o calendário da Oficina de Música. Endereço: Avenida João Gualberto, 565 – Alto da Glória.

Igreja de Cristo (Luterana) – Erudita

Centenária, discreta e com uma ótima acústica. A igreja inaugurada em 1912 é um legado de famílias germânicas de origem protestante. Endereço: Rua Inácio Lustosa 309 – São Francisco

Igreja Bom Jesus dos Perdões – Erudita

Construída em 1907 pelos franciscanos, a igreja em estilo neogótico tem capacidade para 450 pessoas e fica em frente à Praça Rui Barbosa, perto da Rua da Cidadania da Matriz, região central de Curitiba.

Além da qualidade acústica, a igreja abriga uma raridade musical, um órgão Speith de quase 100 anos, um dos últimos da marca em funcionamento no Brasil. Endereço: Praça Rui Barbosa, 149 – Centro.

Passeio Público e outros parques – MPB

O mais antigo e secular parque da cidade entrou na programação da Oficina de Música. O Passeio Público, que foi revitalizado pela Prefeitura em 2019, terá uma série de 25 apresentações. Nos dois fins de semana da Oficina de Música, a música começa a rolar das 12h até as 18h30. Durante a semana, sempre às 18h30. Outros belos parques curitibanos também estão na programação: Tanguá, Barigui, Náutico, Lago Azul, Bacacheri, Bosque Alemão, Tanguá e Tingui integram o roteiro de concertos e shows gratuitos.

Belvedere – Chorinho aos domingos

Construído em 1915 para ser um mirante da parte alta do bairro São Francisco, o Belvedere é um edifício de madeira, símbolo do art nouveau de Curitiba. Ficou abandonado por anos, sofreu vandalismo e passou por um incêndio. A construção foi completamente restaurada e entregue novamente à cidade em dezembro de 2019. Agora recebe, aos domingos de manhã, grupos de choro durante a Oficina de Música. Praça João Cândido, São Francisco

Outros palcos que recebem a Oficina são o Auditório Mário Schoemberger e o Teatro Positivo.