Polícia não acredita em abuso sexual.

Com R$ 40 no bolso, o vendedor autônomo Edequeche Alves Pires, 42 anos, saiu de casa às 17h de sexta-feira. Sem o dinheiro e com a cabeça esmagada, foi encontrado morto às 8h de ontem, num barranco junto à Rua Curitiba, Vila Santa Maria, em Fazenda Rio Grande, mesmo endereço em que morava. Latrocínio é uma das suspeitas da polícia.

A vítima, que saiu para pagar uma conta, foi vista em frente a um bar perto das 21h30 de sexta-feira. O estabelecimento estava fechado, mas outras pessoas circulavam por ali, inclusive os assassinos. Foi bem em frente ao boteco que Edequeche levou o primeiro golpe, como indicava o rastro de sangue no chão. Ele cambaleou por cerca de dez metros, rolou no barranco e ali foi atacado novamente. A arma de crime foi um paralelepípedo envolto por um saco, recolhido pela Polícia Científica.

Edequeche teve a calça e a cueca arriadas pelos bandidos, mas a polícia não acredita que tenha havido abuso sexual. “Bandido faz isso para que apareça na foto”, comentou o policial Nelson, da delegacia local, que atendeu o local do crime. Para o investigador, a ausência do dinheiro aponta a possível intenção dos autores em roubar, embora outras hipóteses não estejam descartadas. “Ainda não sabemos o que a vítima fez entre às 17h e às 21h30. Ele pode ter gasto o dinheiro no caminho”, acredita o policial, que aponta uma impressionante estatística de violência na Vila Santa Maria: este foi o quinto assassinato a pedradas no bairro num prazo inferior a dois anos. Há suspeita de que as mesmas pessoas estejam envolvidas nos crimes.