Em que mundo vivemos? Aonde isso vai parar? O que justifica tanta violência? Qual o preço de uma vida? Termos como estes se tornaram tão vulgares como os crimes que os inflamam. Mas a verdade, nua e crua, é uma só: frases assim continuam tão reais quanto banais. Ou alguém tem outra coisa a comentar depois de um odioso assassinato como esse, que dizimou uma família no Uberaba?

É inaceitável. Revolta. Nós, nossos filhos, estamos à mercê de uma bandidagem torpe e mercenária de vidas. Matar um homem por vingança é absurdo. Fuzilar junto a esposa é uma vil e inútil demonstração de poder.

E privar um bebê de 2 anos de viver, simplesmente porque o pai integrava seu rol de inimigos, é próprio dos nauseabundos.

A gente sempre acha que já viu tudo. Eu mesmo já tropecei na ingenuidade ao dar como manchete, quatro anos atrás, um quíntuplo homicídio sob os prantos de que aquilo era o fim dos tempos. Uma semana depois, matadores executaram nove de uma só vez. Minha manchete fora dizimada como as vidas naquele episódio.

Desabafo agora porque não aceito, e acredito que você que está lendo também não, que os registros policiais se avolumem e o povo continue pagando com seus filhos. A polícia tem a obrigação de colocar os assassinos dessa família na cadeia. E mais: trabalhar além do impossível para que isso não aconteça mais. E os governos que se virem para dar condições às nossas corporações policiais.

Não pagamos impostos?

À sociedade, cabe andar na linha, escapulir de comportamentos de risco, denunciar as agruras de uma cidade que rende tantas manchetes policiais quanto não deveria. Essa de hoje já virou história. Que me enoja! Afinal de contas, em que mundo vivemos? Aonde isso vai parar? O que justifica tanta violência? Qual o preço de uma…