O segurança Antônio Pereira, 30 anos, foi preso por policiais do 6.º Distrito Policial (Cajuru). Ele confessou que na madrugada do dia 26 de novembro do ano passado assassinou sua ex-mulher Marli Fernandes, 25 anos, com um tiro no olho. O crime aconteceu no jardim Acropólis, Cajuru. O delegado Gerson Machado disse que Antônio é foragido da Colônia Penal Agrícola, desde 1998, onde cumpria pena por furto, e estava com mandado de prisão decretado pelo assassinato.

Segundo o policial, após fugir da prisão, Antônio foi trabalhar como segurança em uma boate, em São José dos Pinhais, de propriedade de um advogado, que lhe forneceu a arma do crime. “O advogado Carlos José de Oliveira Matos, 36 anos, também foi denunciado pela Justiça, como co-autor do crime. Além de a arma ser dele, após o crime o advogado e Antônio passaram a ameaçar os familiares das vítimas”, disse Machado. Segundo ele, o advogado já responde inquérito por estelionato, falsidade ideológica, calúnia, injúria e difamação. “Ele sabia que o Antônio era foragido e ainda forneceu a arma”, acrescentou o policial. A prisão de Antônio foi decretada no dia 17 de maio deste ano. “Vou solicitar a prisão do advogado também”, adiantou Machado.

Versão

Antônio disse que matou a mulher porque ela tinha um amante. “Eu morava na casa e quando cheguei tinha outro homem lá. Ainda dei uma volta, quando retornei saímos para comer pizza. Depois discutimos e ela me ameaçou com um faca. Peguei revolver arma que era meu material de trabalho, mas não pretendia atirar. Ela tirou a arma de mim. Eu lutei e consegui arrancar e dei um tiro no olho da Marli”, relatou o preso. Antônio disse que era apaixonado por Marli e teve a honra ferida, mas está arrependido do crime que cometeu.

Tiro

Na madrugada do assassinato, parentes da vítima deram outra versão à polícia. Segundo a irmã de Marli, o ex-cunhado chegou na residência na tarde de domingo para conversar e estava embriagado. Ele passou o resto do dia tentando uma reconciliação, mas Marli não concordou. No início da madrugada, Marli foi ao banheiro e seguida por Antônio. De repente a irmã da vítima ouviu o disparo. Correu para ver o que acontecia e deparou com Antônio no corredor, segurando a arma. Ele ordenou que ela saísse de sua frente. Ao chegar ao banheiro a mulher deparou com Marli caída em meio a uma poça de sangue, já sem vida.