A polícia ainda não localizou a professora apontada como principal suspeita de matar o marido no Cajuru. Cleide Rocio Rolin foi vista deixando a residência do casal em um táxi, na Rua Índia, às 5h30 de domingo. Pela manhã, o corpo do comerciante Osias Fles, 59 anos, foi encontrado dentro da camionete estacionada em frente à porta de entrada do sobrado.

Segundo o superintendente Paulo Roberto Knupp, da Delegacia de Homicídios, ainda no domingo Cleide telefonou para o açougue da família e disse a dois funcionários que tomassem conta do comércio, pois iria se apresentar à polícia no dia seguinte. No entanto, a mulher não compareceu à DH nem ao 6.º Distrito Policial, delegacia da área em que ocorreu o crime.

O tiro que matou Osias é de pistola, calibre 380, mesma arma que a vítima tinha registrada em seu nome, e que não foi encontrada na residência. Apesar das pistas, a DH não deve solicitar, por enquanto, a prisão preventiva da mulher, de acordo com o policial.

Brigas

Na noite anterior ao crime, o casal foi a um bailão, como fazia com certa freqüência. Eles voltaram para casa e, por volta das 5h30, alguns vizinhos ouviram vários tiros. Pela janela, viram Cleide entrar em um táxi e, em seguida, chamaram a polícia. Quatro tiros foram disparados, mas apenas um atingiu o comerciante, na cabeça. Segundo os moradores, Cleide e Osias eram casados há seis anos e tinham várias brigas por causa do ciúme da mulher. Ela era professora de matemática de uma escola do bairro e ele taxista e proprietário de açougue no Cajuru.