A Polícia Federal em Cascavel estourou na última sexta-feira, 05, uma “fábrica” ilegal de palmitos em conserva na área rural de Capanema. No local foram apreendidos cerca de 250 palmitos in natura, extraídos irregularmente do Parque Nacional do Iguaçu. Na operação policial, foram apreendidos grande quantidade de petrechos para extração, preparação e posterior venda do vegetal. Dois homens foram presos, um de 36 anos e outro de 40 anos.

Na quinta-feira, 04, após denúncia anônima que informava sobre a extração ilegal de palmito, os policiais federais passaram a realizar campana na mata da região seguindo um suspeito que já havia sido preso pelo mesmo crime anteriormente. Após quase 48 horas de vigília, os agentes federais lograram êxito em encontrar na casa do suspeito, os palmitos in natura extraídos ilegalmente da unidade de conservação ambiental. Em sequência, na casa do outro preso, foram encontrados vidros para o envasamento do palmito além de outros petrechos como régua para medição do corte de palmito, facões, forno a gás, entre outros materiais.

Os presos serão indiciados por crime ambiental, capitulado na lei de Crimes contra o Meio Ambiente e por falsificação e adulteração de produto alimentício, crime previsto no Código Penal. Caso sejam condenados pela justiça, as penas máximas dos crimes, somadas, podem chegar a 13 anos reclusão. O material apreendido foi acautelado na sede do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, ICMBio, em Capanema (PR). Os presos ficarão custodiados na 15ª SDP em Cascavel à disposição da Justiça Federal.

Esta é a segunda grande apreensão relacionada com a extração ilegal de palmito realizada pela Polícia Federal em Cascavel, no ano de 2013. Em maio, houve o estouro de uma “fabrica” de palmitos, considerada, na época, como a maior apreensão do tipo já ocorrida no estado do Paraná. Naquela ocasião, o vegetal também era extraído no Parque Nacional do Iguaçu, e foram apreendidos cerca de 600 unidades de palmito in natura e mais de 250 vasilhames contendo palmito em conserva.

As recentes apreensões demonstram o grande risco ambiental que sofre o Parque Nacional do Iguaçu com a atividade de extração ilegal de palmito e a importância da Polícia Federal em Cascavel. Cabe ressaltar que cada unidade de palmito é uma árvore cortada irregularmente da unidade de conservação ambiental e que demora anos para crescer novamente.