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Número de golpes cresce nesta época do ano

Bandidos também querem “13º salário” e buscam dinheiro fácil

  • Por Giselle Ulbrich, Afp

O 13º salário está no bolso dos trabalhadores, por isto leva mais gente às ruas e mais dinheiro circulando no comércio. A bandidagem está de olho em tudo isto, o que acaba gerando um aumento na quantidade de queixas na Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC), de pessoas que foram enganadas por golpistas espertos. São vários os crimes registrados pela especializada: do bilhete premiado, torpedo premiado, falsa casa na praia, falso sequestro, entre muitos outros.

A maioria destes crimes mexem com a “emoção” da vítima. O delegado Matheus Laiola, da DEDC, explica que a maioria das vítimas de estelionato tem duas características marcantes: a ambição de ganhar dinheiro fácil ou a ingenuidade.

“Quando a oferta é demais, desconfie, ninguém está tão disposto a agradar uma pessoa desconhecida, ninguém é tão bom com quem não conhece. Desconfie se a pessoa é tão boa, do motivo dela estar fazendo de tudo para lhe agradar. Ninguém vai sair pela rua oferecendo dinheiro à troco de nada (ou quase nada). Tudo o que for muito vantajoso, não aceite, evitando assim ser vítima de um golpe. Antes de tudo tenha muito atenção no que esteja fazendo e busque informações sobre a situação que está acontecendo”, alertou Laiola.

Ele também orienta que, se você vai fazer um negócio, procure alguém que seja especialista no assunto, como um advogado, um corretor de imóveis, diretamente o seu gerente de banco, a sua operadora de celular através dos canais oficiais de comunicação com a empresa, etc.

Laiola ainda orienta que, se você for vítima, não pense duas vezes antes de acionar os órgãos de segurança pública. Muitos dos casos não chegam ao conhecimento da polícia porque a vítima sente vergonha de dizer que caiu num golpe, por conta de sua ganância ou ingenuidade.

Confira as dicas do delegado, para evitar a perda de bens e dinheiro, do seu nome limpo na praça e da sua tranquilidade.

Bilhete premiado

Caso apareça alguém dizendo que tem um bilhete de Loteria premiado, desconfie. É um golpe. O golpista diz que está precisando de dinheiro de maneira rápida e, com a ajuda de outras pessoas (também estelionatários), enganam a vítima. A vítima dá uma quantia em dinheiro e fica com o suposto Bilhete, que de premiado não tem nada.

Afinal, quem tem um bilhete premiado, procura diretamente uma casa lotérica ou uma agência da Caixa Econômica Federal, ao invés de ficar tentando troca ro bilhete por dinheiro na rua.

Falsa Casa da Praia

O estelionatário coloca um anúncio em algum site, ofertando uma casa para alugar na praia, com fotos atrativas, a um preço atrativo. A vítima entra em contato com o estelionatário, dá uma entrada (sinal) e depois o estelionatário some.

Por isto, indica o delegado Matheus Laiola, não alugue um imóvel de uma pessoa que não é profissional na área (corretor de imóveis). Se a distância for possível, tire um final de semana para ir ao local conhecer o imóvel e o corretor e faça um contrato por escrito.

Confirmação de Dados

O estelionatário liga para a vítima, se passando por funcionário de determinada empresa, dizendo que precisa que a vítima confirme alguns dados para fins de atualização do sistema.

A vítima passa os dados (número de documentos, endereço, telefones, etc.) e o estelionatário os utiliza para transações comerciais em nome da vítima. Por isto, nunca passe seus dados por telefone. Procure a empresa através dos canais de comunicação oficiais dela (telefones que constam em correspodências ou no site) ou vá pessoalmente á empresa.

Falso Sequestro

A vítima recebe uma ligação no seu celular. Do outro lado da linha, alguém diz que está em poder de seu filho(a) e exige dinheiro para libertá-lo(a). Para dar mais autenticidade, os golpistas, geralmente presidiários dentro de cadeias, colocam alguém gritando e pedindo socorro, como se fosse o familiar sequestrado.

A pessoa não pode se apavorar. Deve fazer contato com a suposta vítima do sequestro. Outra dica é pedir ao “sequestrador” perguntar ao “sequestrado” algo que só a família saiba, como o nome do seu cachorro, time de futebol preferido, etc.

Carro Quebrado

O estelionatário se passa por um parente distante ou conhecido da vítima, dizendo que está com o carro quebrado e que precisa de dinheiro para o guincho ou para pagar o mecânico.

Acreditando que o parente ou conhecido está com dificuldades, a vítima realiza o depósito bancário na conta indicada pelo golpista ou ainda coloca crédito de celular para supostamente realizar contato com a seguradora, oficina ou guincho.

Torpedo Premiado

A vítima recebe mensagens pelo celular, informando que o dono daquela linha de telefone ganhou um prêmio. Ela entra em contato com o número e fala com alguém que se passa por atendente da empresa que está cedendo o prêmio.

Mas, para que o prêmio seja entregue, o “atendente” informa que a vítima precisa depositar dinheiro numa conta, ou colocar créditos em algum número de celular dado pelo “atendente”. Os estelionatários também usam nomes de programas de televisão famosos para dar crédito ao golpe.

Envelope Vazio

É um golpe tipicamente realizado em transações comerciais, como na compra e venda de produtos (carros, celulares). O estelionatário faz a compra de determinado produto, realizando o pagamento via depósito em um envelope sem o dinheiro.

Já que o caixa eletrônico no banco não faz a conferência do conteúdo do envelope no momento do depósito, a máquina emite um comprovante de depósito com o valor digitado na hora pelo depositante.

O golpista apresenta o comprovante de depósito, a vítima entrega o produto e descobre mais tarde que o envelope depositado estava vazio. A dica é, antes de entregar o produto vendido, confirme junto ao banco se o valor  está em sua conta. Se o valor estiver registrado, mas bloqueado, também é golpe.

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