O monomotor prefixo PP-ISL está desaparecido há sete dias. O último contato feito pelo piloto, o paulista Valdir Guarezi, 66 anos, foi na noite do dia 18 de maio, quando ele ligou de outro país para sua família. O misterioso caso está sendo investigado por policiais da delegacia de Tupã (SP). “Acreditamos que o piloto foi vítima de assaltantes, que estavam interessados no monomotor”, disse o delegado seccional de Tupã, João Osinski Júnior, responsável pelo caso.

O piloto Valdir foi contratado por dois homens, que usavam um telefone celular e acertaram uma viagem para Goioerê, interior do Paraná. O acerto era de que o piloto deveria sair de Marília (SP) e apanhar os dois passageiros em Tupã. Às 7h40 do último dia 18, o piloto entrou em contato com a torre do aeroporto de Londrina. “Ele teria feito uma aterrissagem forçada em Goioerê, mas levantou vôo em seguida. Acredito que ele tentou quebrar o avião, como ocorre em situações de assalto”, argumentou o delegado. O avião teria ultrapassado a pista e batido em uma cerca. Depois não foi mais visto.

Osinski explicou que só começou a investigar o caso no sábado, quando foi procurado. “Apesar de ter acontecido na terça-feira, Guarazi entrou em contato com a família e a tranqüilizou, informando que estava tudo bem. Na quarta-feira, faleceu um parente e eles ficaram atarefados com o enterro. Só no sábado é que procuraram a polícia”, justificou.

Ele lembrou que, em março, duas mulheres contrataram um monomotor em Campo Grande, que deveria apanhá-las no aeroporto de Umuarama (PR). O piloto foi rendido e marginais tomaram o avião em assalto. “Acredito que possa ter ocorrido a mesma coisa. Como a vítima é muito apegada ao avião, que possui há 30 anos, talvez tenha resistido em entregar o monomotor aos bandidos”, concluiu o delegado.