O investigador Eyrimar Fabiano Bortot, demitido da Polícia Civil no dia 8, afirma que não cometeu o crime que resultou em sua exclusão da instituição. Ele responde na Justiça criminal a acusação de furtar um caminhão de dentro de uma obra, no Umbará, em 2009, usando o nome de outro investigador, e também respondeu a processo disciplinar na Corregedoria da Polícia Civil, pelo mesmo crime.

Apesar ter sido condenado, em primeira instância, a três anos e seis meses de prisão, Eyrimar afirma que é inocente e apresentou provas à Justiça. Segundo ele, entre as provas está um vídeo, mostrando seu carro parado em sua casa, durante todo o dia do crime (o veículo, afirma a testemunha, foi usado pelos ladrões no furto). O vídeo foi periciado e comprovada a autenticidade das imagens, de acordo com Eyrimar.

Letra

O exame grafotécnico no suposto mandado de busca e apreensão e no cartão de visitas que o ladrão entregou ao vigia da obra, para levar o caminhão também atesta que a letra não é de Eyrimar, segundo ele afirmou.

O ex-policial afirmou ter conseguido o parecer de um procurador de Justiça, favorável à sua absolvição. “Não fui eu. A verdade virá à tona”, afirma o acusado.