Com 100 gramas de cocaína no bolso da bermuda, 200 gramas de maconha na geladeira, R$ 771 em dinheiro e uma balança de precisão, ficou difícil para o falso torcedor José Fernando Bernardin Socoloski, 29 anos, negar que aproveitava os jogos do Atlético para vender drogas.

Os policiais da Divisão Estadual de Narcóticos (Denarc) o prenderam ontem, em sua residência, no Portão. A casa servia de “lojinha” para os usuários nos demais dias da semana ou em horários distantes das partidas na Arena da Baixada. O rapaz foi preso enquanto preparava as drogas para o jogo de hoje, pela Copa do Brasil.

A delegada da Denarc, Camila Chies Cecconello, disse que as investigações foram impulsionadas por conta de uma série de reclamações sobre o barulho e a perturbação gerada pela movimentação constante de pessoas na residência de José Fernando. “Parte das vendas acontecia na residência, e o tumulto era insustentável para a vizinhança, principalmente nas horas que antecediam as partidas de futebol”, explicou a delegada.

Lucro

Segundo ela, José Fernando integrava a torcida organizada Faixa de Gaza, do Atlético, para ter livre acesso aos torcedores e comercializar seus produtos livremente. “Nos dias de jogo, ele multiplicava seus ganhos”, informou Camila.

Junto às drogas, a polícia encontrou várias fotos. A maioria era de pessoas visivelmente alteradas, mas havia imagens de carnes para um churrasco e de um farto tablete de maconha.

Como o suspeito possui passagem por porte ilegal de arma e a polícia tem várias denúncias sobre ele relacionadas ao tráfico de drogas, o falso torcedor foi encaminhado ao Centro de Triagem II, em Piraquara.