Foto: Walter Alves

Corpo da moça foi encontrado por volta de 8h30 de ontem.

Quando tomava banho, por volta das 8h30 de ontem, Karina de Barros Pissetti, 18 anos, foi encontrada pela manhã desacordada, num apartamento situado na Rua Padre Agostinho, no Bigorrilho, em Curitiba. A garota foi socorrida, mas não sobreviveu. Karina pode ter sido a primeira vítima deste ano da chamada ?morte branca?, que ocorre nos períodos de frio. O gás, monóxido de carbono, utilizado nos aquecedores faz com que a pessoa desmaie e morra lentamente.

O investigador Miguel, da Delegacia de Homicídios, que esteve no local junto com seu colega Castro, apurou que Karina saiu pela manhã para levar uma criança para a escola, retornou e foi tomar banho. Como a jovem demorou para sair do banheiro, sua mãe ficou preocupada e foi ver o que acontecia, encontrando a menina desmaiada. Ele disse que a garota foi retirada do banheiro e levada para o salão de festas do colégio, mas não sobreviveu. Miguel contou ainda que Karina acordou ontem com uma leve dor de cabeça, mas que familiares informaram que a jovem não tinha problemas de saúde.

A Delegacia de Homicídios instaurou inquérito para apurar a causa da morte de Karina, que será presidido pelo delegado Jaime da Luz, que aguarda o laudo para determinar a causa da morte.

Alerta

O gás não tem cheiro nem cor e se origina da queima incompleta do combustível de aquecedores, ou ainda de álcool e carvão, em ambientes fechados. A perita Jussara Joeckel, da Polícia Científica, especialista em ?morte branca?, informou que é importante manter o aquecedor em local de ventilação cruzada, ou seja: tem que haver duas aberturas. ?Assim não existe a menor possibilidade do ambiente ser intoxicado. O gás entra na corrente sangüínea, transformando-se em veneno. A intoxicação é rápida, indolor e a pessoa fica cor-de-rosa?, explicou Jussara.