Pagou com a vida por uma arma.

Através da grade do portão trancado passou a bala que matou o eletricista Reginaldo Fernandes, 28 anos, e outras cinco que acertaram o muro ou se perderam no corredor da casa da vítima. Regiane Fernandes, 30, irmã do eletricista, e o irmão mais novo dos dois por pouco não foram atingidos pelos disparos. O crime foi cometido às 23h20 de terça-feira, em uma pequena entrada da Rua Professora Lucir Gallieri, no São Braz.

Um suspeito do assassinato já foi identificado como "Paulista" e o motivo do crime teria sido um revólver calibre 38, que foi apreendido pela polícia. Conforme Regiane contou, há cerca de três semanas "Paulista" quis "penhorar" a arma com seus irmãos, porém eles teriam se recusado a recebê-la. No entanto, um eletrônico, conhecido por Vagner, que estava na casa dos irmãos naquela ocasião, aceitou ficar com o revólver. "Ele foi preso logo depois e levado ao 3.º Distrito Policial", relatou a mulher.

Ameaça

"Paulista" teria retornado àquele endereço para cobrar o dinheiro do revólver. "Eu disse que a arma tinha sido pega pela polícia, mas ele não acreditou", disse Regiane. Na noite do crime, os irmãos saíram da casa da mãe e caminhavam pelo corredor, fechado com um portão gradeado, quando três homens, da rua, chamaram a atenção deles. "E daí, velho", um deles teria dito, antes de começar a atirar. Regiane e o irmão mais novo conseguiram entrar na casa, mas Reginaldo não teve a mesma sorte e levou um balaço no peito.

Regiane fez questão de citar o policial militar Rui, que trabalha no serviço reservado do 12.º Batalhão, dizendo que ele sabia da história e que ele costumava fazer batidas freqüentes no bairro. "Ele sempre desconfiava que meus irmãos eram envolvidos com drogas. Se ele prender quem matou Reginaldo, daí, sim, aperto a mão dele e digo: você é um policial!", declarou a mulher.

A ocorrência foi atendida pelos soldados Alexsander e Dos Santos, do 12.º BPM, e pelos investigadores Castro e Cezinha, da Delegacia de Homicídios.