Nada restou das casas
destruídas pelas chamas.

Duas casas de madeira situadas na Rua Irene de Oliveira Corrêa, Vila Leão, foram completamente destruídas por um incêndio, na noite de quarta-feira. Ninguém sabe como o fogo começou, porém os vizinhos se reuniram e tentaram ajudar os proprietários a apagar as chamas. O esforço foi em vão. Apenas alguns móveis de uma das casas puderam ser retirados. Quando os bombeiros chegaram, o fogo já havia destruído tudo e só restou fazer o trabalho de rescaldo.

A população local estava revoltada com a demora dos bombeiros. “Chamamos três vezes e apareceu uma ambulância do Siate”, reclamavam. Porém, o aspirante Dornelas explicou que a ambulância voltava para a base e passou pelo local, reforçando o chamado pelo rádio. De acordo com os registros no Centro Integrado de Emergência – Cine – o primeiro telefonema foi feito às 21h05 e a chegada ao local, às 21h17. Mas, segundo os moradores, a demora teria sido de mais de meia hora.

Dificuldades

O grande empecilho ao trabalho dos bombeiros foram as ruas estreitas, que dificultaram o acesso ao local do incêndio. Os caminhões, mesmo os menores, de 4,5 mil litros de água, só conseguiram chegar a uma quadra das casas. “Tivemos de colocar várias mangueiras em linha para chegar até o incêndio”, explicou Dornelas, enquanto ajudava a desatolar um dos quatro caminhões que atenderam a ocorrência. Em uma das esquinas, uma manilha colocada há pouco tempo deixou a terra instável e o peso do carro afundou uma das rodas.

Outra dificuldade foi o nome das ruas, que ainda não constam nos mapas usados pelos bombeiros, que tiveram de se guiar por informações imprecisas. Outros moradores reclamaram da falta de estrutura do bairro. “Aqui é tudo legalizado, todos pagam impostos, mas falta asfalto e outras melhorias”, disse um deles.

Solidariedade

Os vizinhos das casas destruídas pediam ajuda para tentar reconstruí-las. Na casa, da qual nada pôde ser salvo, morava uma mulher com sua filha, e na outra, uma mulher com três crianças. “Elas mal conseguem ganhar para o sustento, como irão reconstruir as casas?”, lamentava um vizinho. A comunidade se mobilizou para tentar ajudar as vítimas e pedia donativos a quem pudesse contribuir, pelos telefones 327-6421, com Rosi, e 247-8191, com Rosanilda.