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Painel do Crime

Fábrica de grana falsa

Dupla é presa falsificando notas de R$ 100

Um dos criminosos foi preso no momento em que fazia as notas falsas

  • Por Karen Bortolini

No momento em que fabricava notas falsas de R$ 100, Valdemir Zen da Paixão, 36 anos, foi surpreendido por policiais do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope). Ele foi preso na tarde de quarta-feira dentro de casa e disse que aprendeu a fazer cédulas falsas no xadrez. O comerciante Timoteo Shielfelbein Siqueira, 32 anos, foi detido suspeito de comprar notas.

Os policiais abordaram Timoteo no São Brás, com algumas notas falsas. Na casa dele, também havia outras cédulas guardadas com documentos de um terreno, que seria vendido por Valdemir. No celular do comerciante estava gravado o número do fabricante, pista que levou à prisão da dupla. Timoteo, proprietário de um comércio de gás de cozinha, alegou que sua esposa teria recebido a nota e teria dito a ele que é falsa.

Flagrante

Na casa de Valdemir, na Vila Nossa Senhora da Luz, CIC, a fábrica de dinheiro foi descoberta. Ele foi preso em flagrante por estelionato. Foram apreendidas as notas falsas, duas impressoras, um computador e pincéis. “Estava começando neste negócio. Nunca tinha passado notas para frente. Aprendi a falsificar dinheiro na cadeia”, contou Valdemir. A intenção é que cada seis notas falsas fossem trocadas por uma verdadeira de R$ 100.

As notas fabricadas eram confeccionadas em papel manteiga e aplicadas um fino filme para simular o fio de segurança, visível contra a luz. Ele imprimia dois papéis, cada um com um lado da nota, e colava. Depois passava pincéis para parecer que a nota era antiga. Elas não possuíam relevo, mas se pareciam muito com as originais.

Aprendizado

Valdemir foi preso pelo Cope em 2006 por receptação, após a prisão de uma quadrilha que roubou uma gráfica em Curitiba de papéis próprios para falsificação. Em 2010, foi preso novamente por tráfico de drogas. “Paguei dez meses por um crime que não cometi. Estava tentando vender uma chácara por telefone, quando o cliente me perguntou o que ela tinha de atrativos. Eu disse que tinha três tanques de peixes. Aí a polícia pensou que se referia à droga, e me prendeu. O crime não compensa. Pelo menos agora estou pagando por um que cometi”, disse.

Atenção

O delegado do Cope, Alexandre Macorin, alertou que o primeiro lote já foi espalhado pelo comércio de Curitiba e interior do Paraná. “Se alguém encontrar uma nota falsa, entre em contato conosco”. O telefone do Cope é (41) 3217-2900 Macorin explicou que o caso seguirá para a Justiça Federal.

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