Foto por: Rajesh Jantilal

Na cidade de Durban, local da partida entre Brasil e Portugal pela última rodada do Grupo G da Copa do Mundo nesta sexta-feira, à beira da praia, os turistas aproveitam o clima subtropical, com temperaturas por volta de 25 graus mesmo no inverno, para mergulhar no mar e, principalmente, fazer compras no mercado de rua.

Como o próprio governo da cidade anuncia em uma propaganda oficial da Copa, Durban é o “lugar mais quente para se estar em 2010”.

E na OR Tambo Avenue, também conhecida como Marine Parade, o comércio informal parece fazer parte da estratégia da cidade. Dezenas de vendedoras ambulantes passam o dia tentando convencer turistas e jornalistas de diversos países a comprar uma infinidade de mercadorias.

Na área de New Beach, muito perto da Fan Fest instalada pela Fifa – com capacidade para mais de 20.000 pessoas -, é possível comprar inúmeros objetos artesanais pelos preços mais variados: um cinto custa 120 rands (30 reais), um colar é negociado por 60 rands (R$ 15) e um bracelete é vendido por 40 rands (R$ 10).

Também é possível comprar peças maiores, como por exemplo uma estatueta de girafa feita a mão por 150 rands (pouco menos de 40 reais).

De acordo com Pritz, uma das poucas vendedoras que concordou em revelar o nome à AFP, o movimento durante a Copa do Mundo é maior do que o habitual, graças à presença flutuante dos torcedores, que viajam de acordo com o deslocamento de suas seleções.

Nos últimos dias a cidade, que tem a maior comunidade de indianos fora da Índia, foi invadida por brasileiros e portugueses para a partida que vai definir o líder do Grupo G. O Brasil precisa apenas de um empate para garantir o primeiro lugar da chave no jogo no estádio Moses Mabhida, que fica a apenas seis quilômetros da praia.

Ao se aproximar de qualquer área de venda, instaladas no chão, sem qualquer mesa ou algo parecido, as vendedoras sempre afirmam que farão um “preço especial”.

Perto do mercado popular, que fica de frente para uma série de hotéis, também foi instalada uma loja oficial da Copa do Mundo, com produtos a preços bem maiores do que os cobrados na parte informal do comércio.

Em uma área que inclui um pier e um pequeno parque de diversões para crianças, o segundo programa preferido dos turistas, após o mergulho no mar, é tentar convencer as vendedoras a diminuir os preços de seus produtos.

Mas até o momento, como muitos zagueiros na Copa em relação aos atacantes, as sul-africanas têm levado uma grande vantagem sobre os clientes.