O sistema financeiro conseguiu enfrentar as turbulências e a crise de confiança externa, durante o período eleitoral e hoje pode ser considerado sólido. Esta é a principal conclusão que se pode tirar do segundo Relatório de Estabilidade Financeira, divulgado há pouco pelo Banco Central, que contém o resumo do desempenho do sistema financeiro nacional no segundo semestre de 2002 e nos primeiros meses deste ano. O documento começou a ser divulgado pelo BC no final do ano passado e, a cada seis meses, dará à sociedade, com transparência, um diagnóstico da eficiência e da solvência do sistema financeiro nacional, segundo explicou o diretor de Política Econômica da instituição, Ilan Goldfajn. “A grande mensagem, hoje, depois do que sofreu no ano passado, é que o sistema é sólido”, resumiu.

Segundo o relatório, as incertezas quanto à evolução do processo eleitoral e o futuro da política econômica contaminaram os mercados financeiro e de divisas, mas o sistema financeiro nacional, apesar da conjuntura adversa, “demonstrou solidez e rentabilidade adequadas”. Entre os fatores que contribuíram para a “reação do país” diante das especulações eleitoreiras, o documento aponta a ligeira desaceleração nas aplicações de recursos em operações de crédito, decorrente da maior seletividade na concessão de empréstimos e financiamentos, assim como a postura de cautela das famílias e de empresas no que se refere a compromissos de renda futura.