Após amplo debate, o senado italiano aprovou hoje, de forma definitiva, uma lei contra a violência nos estádios do país, com 244 votos a favor e apenas um contra (20 abstenções). A medida foi tomada após as cenas de violência protagonizadas pelas torcidas de Catania e Palermo, no início de fevereiro, pelo Campeonato Italiano. Na ocasião, um policial foi morto.

Apesar de ter sido aprovado, o decreto corre o risco de ser barrado, pois vários grupos se mostraram contrários às retificações feitas ao texto inicial, que havia sido produzido pela Câmara de Deputados.

Cinco emendas foram os pontos de divergências, mas duas em especial foram motivo de amplo debate: a abolição das limitações às manifestações esportivas para quem agride força policial e a obrigação dos clubes de adequar os estádios às normas de segurança – os locais que não respeitarem as medidas, terão que receber os jogos sem público.

A lei proíbe também a venda conjunta de ingressos para torcedores de equipes visitantes e limita para quatro o número de entradas compradas pela mesma pessoa. Entre outras medidas, torcedores que tiverem um histórico de episódio de violência também podem ser proibidos de entrar no estádio, mesmo que não tenha sido condenado pela Justiça. Faixas e cartazes que incentivam a violência também serão barrados. Para recuperar o aspecto familiar no Italiano, menores de 14 anos acompanhados de um adulto entram gratuitamente nos estádios.

Para que a lei fosse aprovada, os parlamentares entraram em acordo de fazer emendas à nova lei, que contemplem os assuntos divergentes. Apesar da lei anti-violência ter sido aprovada, a candidatura italiana para organizar a Eurocopa 2012 pode ser ameaçada. A Uefa decidirá a sede da próxima edição da competição ainda neste mês – antes, o torneio será realizado na Suíça e Áustria, em 2008.