O torcedor coxa-branca que foi atingido por um tiro na perna após o jogo entre Coritiba e Botafogo, no final da tarde de domingo (24), teria ofendido uma policial militar que estava nas imediações do estádio Couto Pereira, em Curitiba. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (25) pela Polícia Militar (PM), que informou ainda que o rapaz estava num grupo de aproximadamente 15 pessoas, pertencentes a uma torcida organizada, que foram para cima da policial.

Conforme a PM, a soldado pertence ao Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran). Ela bloqueava o fluxo de veículos na Rua Barão de Guaraúna, próximo à esquina com a Augusto Severo, quando o grupo de homens chegou perto e começou a falar “palavras degradantes” para a mulher, conforme a PM.

Se sentindo mal pela situação, a policial pediu que os jovens se afastassem, mas eles não obedeceram. “Um policial militar, que estava próximo a ela no posto de bloqueio, temendo pela segurança da policial, interveio e disparou sentindo ao chão, fazendo com que se afastassem”, disse a nota da PM.

Um dos disparos atingiu um dos rapazes, de 28 anos, na perna. Ele foi atendido e encaminhado ao Hospital Evangélico.

De acordo com o BPTran, quatro homens, incluindo o atingido, foram encaminhados à Central de Flagrantes. Os quatro assinaram termos circunstanciados por ameaça. Paralelamente, o Comando do BPTran determinou a abertura de um Inquérito Policial Militar (IPM) para apurar as circunstâncias do fato.

Sem comentar sobre o ocorrido, o presidente da Império lamentou o fato em si. “Como não estava no local, no momento em que tudo aconteceu, prefiro que a polícia investigue. Mas o que a gente lamenta é mais uma situação envolvendo arma de fogo fora do estádio. Essa foi a segunda vez, a primeira acabou com a morte de um torcedor. Os policiais poderiam estar com armas não-letais”, considerou Juliano Nicolosi Rodrigues.