O acusado pelo assassinato de dois homens, mortos a facadas, em Curitiba, em fevereiro de 2009, foi condenado na última quinta-feira, 10 de agosto, a 32 anos de reclusão, em regime fechado, pelo Tribunal do Júri da Capital. O Ministério Público do Paraná, que atuou na acusação, sustentou a tese de que o crime foi motivado por homofobia e também intolerância religiosa. O caso teve muita repercussão à época, pois uma das vítimas era figura conhecida no candomblé.

Os homicídios foram cometidos na casa do pai de santo, no bairro Portão, onde também funcionava um terreiro. O réu teria sido levado lá pelas vítimas, para um encontro sexual. Em dado momento, o réu passou a agredir o pai de santo e depois o esfaqueou – foram 18 golpes. O amigo do religioso tentou intervir, mas também foi morto a facadas. Depois disso o homem dormiu, sendo encontrado, na manhã seguinte, por duas parentes do pai de santo. Ele ainda ameaçou as mulheres com a faca e depois fugiu com pertences das vítimas.

Perfil higienista – Durante o julgamento, o MPPR apresentou laudo psiquiátrico que atesta que o acusado tem perfil higienista e seletivo. Por várias vezes, durante o processo, ele tentou desqualificar as vítimas por serem homossexuais e também teria se referido ao pai de santo como “macumbeiro”. Pela morte dos dois homens o réu foi condenado a 24 anos de prisão e pelo roubo a oito anos, somando pena total de 32 anos de reclusão. Ele já estava preso, condenado a 17 anos e nove meses de prisão pela morte de uma mulher que atuava como prostituta, em abril de 2015, e seguiu do Júri novamente para a prisão.