Um homem foi detido, na manhã deste sábado (16), danificando uma bicicleta compartilhada em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba. Ele tentava quebrar o equipamento de GPS do veículo para tentar destravar as rodas.

Policiais militares circulavam pela Rodovia dos Minérios (PR-092) quando viram o rapaz tentando quebrar a bicicleta com pedradas. Logo identificaram que era uma das bicicletas da startup Yellow e indagaram o rapaz pela depredação do patrimônio.

+ Fique esperto! Perdeu as últimas notícias sobre segurança, esportes, celebridades e o resumo das novelas? Clique agora e se atualize com a Tribuna do Paraná!

O jovem explicou aos policiais que pegou a bicicleta no terminal do Guadalupe e queria ir para Piraquara. Então subiu no trem com a bicicleta. Porém, em vez de ir para onde queria, acabou indo para Almirante Tamandaré. Como a bicicleta só pode ser destravada pelo aplicativo de celular, o rapaz pensou que quebrando o GPS da bicicleta, conseguiria destravar as rodas para pedalar até o seu destino.

O rapaz foi preso e levado à delegacia do município, em flagrante por furto e dano qualificado ao patrimônio privado.

+Leia também: Bandidos levam o fusca ‘Xodó’ e deixam aposentado doente de saudade

Depredação desde o primeiro dia

As bicicletas da Yellow já passaram por casos de furto e depredação desde o primeiro dia, em 22 de janeiro, quando começaram a operar em Curitiba. Menos de 24 horas após o lançamento do aplicativo na capital paranaense, dois rapazes foram presos tentando furtar duas bicicletas. Um deles foi pego depois de quebrar o GPS e o outro carregava ela nas costas, visto que as rodas estavam travadas.

Depois disto, vários outros casos foram registrados, como bicicletas encontradas com as rodas tortas no Parque Barigui e outras atiradas dentro de rios.

+ APP da Tribuna: as notícias de Curitiba e região e do trio de ferro com muita agilidade e sem pesar na memória do seu celular. Baixe agora e experimente!

Como funciona?

As bicicletas funcionam pelo sistema “dockless” (do inglês, sem estação). Ou seja, não é necessário as pessoas se dirigirem a uma estação para pegar uma destas bicicletas emprestadas. Elas são deixadas em qualquer canto da cidade. Basta encontrar uma delas, destravar as rodas e sair pedalando. Ao terminar de usar, é só deixar ela em algum lugar visível para que outra pessoa possa usar.

O controle e o pagamento pelo tempo de uso é feito por um aplicativo no celular e funciona mais ou menos parecido com o Uber, que a maioria já sabe como funciona. Pelo aplicativo, é possível ver se tem alguma bicicleta por perto e onde ela está parada. Ao encontra-la, pelo aplicativo é possível destravar as rodas e sair andando. Ao fim, basta informar no aplicativo que o uso foi encerrado e o aplicativo irá cobrar pelo tempo de uso, através do cartão de crédito que foi configurado no aplicativo.

Mais uma empresa de patinetes compartilhadas chega a Curitiba depois da Yellow