Reinaldo Luiz Chaves, 30 anos. Este é o nome de um caminhoneiro que fez pelo menos duas vítimas em Almirante Tamandaré, Região Metropolitana de Curitiba (RMC), nesta semana. As duas mulheres, garotas de programa, foram espancadas e só não acabaram mortas porque conseguiram escapar do caminhão de Reinaldo, que afirmou a elas que estava ‘com o demônio no corpo e queria matar’. Ele foi preso e a polícia acredita que outras mulheres tenham sido vítimas.

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Os casos foram descobertos depois que a segunda vítima pulou do caminhão e, mesmo sendo seguida por Reinaldo, teve a ajuda de populares que chamaram a Polícia Militar (PM). O homem foi preso em flagrante e, na delegacia, a Polícia Civil acabou descobrindo outra mulher que foi espancada da mesma forma.

Segundo o delegado Tiago Dantas, da Delegacia de Almirante Tamandaré, nas duas ações Reinaldo atuou da mesma forma: chamou a mulher para um programa e começou a agredi-la. “No depoimento ele negou a autoria, disse que não sabia o que tinha acontecido e que estava embriagado e sob efeito de drogas, que não se recordava do que teria acontecido. Mas para a gente ficou bem claro que ele é o autor”, comentou.

As ações

O primeiro crime foi sexta-feira (24) da semana passada, por volta das 23h. “Ele manteve Camila em cárcere privado até sábado, às 10h, quando ela conseguiu fugir. No sábado à noite, ele pegou Vanessa, a segunda vítima, e fez da mesma forma. Ela ficou refém até por volta das 19h de domingo”, contou o delegado.

A polícia chegou ao caso depois que o crime da segunda vítima foi descoberto, pois quando Vanessa tentou fugir, Reinaldo a seguiu e moradores chamaram a PM, que efetuou a prisão. “Ele foi preso e ela foi levada à delegacia muito machucada, mas muito machucada mesmo, só de mordidas tinha pelo menos 30”.

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Segundo o delegado, no decorrer das investigações, a Polícia Civil descobriu outra vítima. “No depoimento, Vanessa fez menção a outra menina que foi vítima do mesmo crime, um dia antes. A outra jovem também narrou a situação e foi do mesmo modo: convidava a fazer um programa, agredia, mantinha em cárcere privado e também machucava muito”.

Sem motivo algum

À Vanessa, Reinaldo teria dito que estava a agredindo porque ela teria tentado pegar R$ 200, dinheiro que estava no painel do caminhão. “Mas isso não procede pelo argumento de que ela foi agredida por cerca de 12 horas. Ninguém agride ninguém por um simples furto tentado. Além das mordidas, ela teve fratura no rosto, estava bem machucada”.

Para a polícia, a intenção de Reinaldo era matar as duas mulheres. “Ela está com várias marcas no pescoço e ele dizia que iria mata-la. Disse a elas que estava com demônio no corpo e que teria que mata-las. Para a gente, em depoimento, negou o crime, mas está bem claro que foi ele”.

Segundo o delegado Tiago Dantas, Reinaldo atuou da mesma forma: chamou a mulher para um programa e começou a agredi-la. Foto: Divulgação/Polícia Civil.
Segundo o delegado Tiago Dantas, Reinaldo atuou da mesma forma: chamou a mulher para um programa e começou a agredi-la. Foto: Divulgação/Polícia Civil.

Outras vítimas

Durante um dos espancamentos, Reinaldo teria dito a vítima que ela ‘era só mais uma’. “Ele disse a ela que já teria praticado esse mesmo crime contra outras 14 mulheres e que ela seria apenas mais uma. Justamente por isso que optamos por divulgar a situação, para que outras vítimas ou familiares que tenham conhecimento de alguma situação nos ajudem nas investigações”.

A polícia acredita que o homem, que é de Ipatinga, Minas Gerais, estava em Curitiba a trabalho. “E é justamente por ser de outro Estado que ele pode ter praticado estes crimes aqui, mas também em Minas ou até mesmo São Paulo, que fica entre os dois estados. Aqui na região são duas mulheres, as duas de Almirante Tamandaré, que trabalham no mesmo local. Temos certeza de que foi ele o autor destes homicídios tentados”.

Segue preso!

As investigações continuam, mas Reinaldo continua preso. “Embora tenha negado a autoria, o depoimento das vítimas nos dá a certeza de que foi ele”, concluiu o delegado, completando que foi representado pela prisão preventiva por cárcere privado, estupro e homicídio na modalidade tentada. Denúncias, que possam ajudar a Polícia Civil, podem ser passadas para a Delegacia de Almirante Tamandaré, pelo telefone (41) 3657-1220.

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